segunda, 27 de março de 2017
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Pedro Afonso - TO
Pega nome da pessoa
"Poemizando" a vida

O nome da minha saudade

Lia Raquel Mascarenhas 

Hoje meu coração gritou uma saudade sumida, diferente. Saudade de Jesus. Sigo com uma pressa constante de vê-Lo e de me abandonar em Seu abraço. Não fomos feitos para morarmos eternamente nesse mundo de aviões ora sumidos, caídos ou atacados. Nem tampouco onde faixas de terras são cruelmente disputadas. Nosso olhar clama diariamente por uma paz perfeita, por felicidade completa e sem a inquietude de dias rápidos, sombrios e vagos.

 Outro dia li em uma rede social que cada um de nós possui um vazio do tamanho de Deus. Fiquei pensativa e fui levada a concordar com essa afirmativa de um autor desconhecido. Tenho os meus vazios ( afinal quem não os tem nesse mundo tão cinzento?), mas em DEUS acho preenchimento diário. Ele me completa, enche meu ser ao ponto de transbordar de alegria mesmo em meio à tanta ausência de bondade.

 Viver na Terra é para os fortes em Jesus. Graças a Deus que estamos passando só uma “Alta temporada” por aqui. Logo chegaremos ao nosso lar celestial. A caminhada é longa e muitas vezes difícil, mas é um "cisco" em comparação à glória que nos aguarda.

 Sonho com o dia em que verei lágrimas sendo trocadas por amor eterno. Sonho com o dia em que verei as marcas da cruz nas mãos de Jesus mais uma vez me fazendo lembrar: Filha, foi por você. Sonho com a eternidade ao lado dAquele que um dia Se doou a mim para que um dia eu tivesse tudo.



Os "likes" da vida real

24/10/2016 09h57 - Atualizado em 24/10/2016 10h11

Lia Raquel

Já não consigo imaginar (com facilidade) os próximos dias sem android ou iOS. Mais difícil ainda é tentar enxergar um encontro qualquer sem um "amei", "uau", "haha", "triste", "grr" ou um simples curtir no facebook ou sem histórias no instagram. Parece ser árduo marcar um compromisso a olho nu. Não cabe na agenda, mas cabe nas teclas e na tela do celular. É preferível a acomodação de uma mensagem rápida a um abraço real.

Sem perceber entramos nesse mundo e fizemos morada lá. Morar dentro dessa tecnologia tem seu lado bom (claro que tem!), mas mergulhar sem querer sair já é problema – humano, emocional e sabe-se lá o que ainda pode aparecer. Permanecer sentado na zona de conforto é agradável. Tem muita coisa acontecendo lá fora (perdão pelo gerúndio, mas ele se fez necessário aqui) e ficamos sem notar as coisas lindas que a realidade pode nos proporcionar. Preocupante. Temeroso. Assustador.

Depender de cliques para chegar mais perto de algo ou alguém é, de tudo, um pouco hilário. Acabei entrando nessa festa desbotada. O tempo vai e as relações se vão também. O mundo real é mais divertido e doce que o virtual. Nada contra. Só me preocupam os excessos. Nada em excesso é bacana. Nem água (sem fuga ao tema aqui).

A bem da verdade a tecnologia também nos aproxima do amor, do afeto, mas convenhamos: nada se compara a afagos presentes .

Quero em breve ver minha turma. O convite vai ser feito no grupo do whatsapp, mas o encontro será bem de perto com curtidas concretas e likes de boas e saudosas risadas.


 

Mais que urnas. Mais que votos

27/09/2016 14h32 - Atualizado em 27/09/2016 15h05

Lia Raquel

“Manifestação da opinião individual a respeito de alguma pessoa ou de alguma coisa que queremos ou que não queremos que seja eleita ou posta em vigor” – essa é a definição de voto dada pelo Dicionário Aurélio. Muito mais que uma simples declaração de convicção, o ato de votar exibe, de forma autêntica, a nossa condição de cidadão.

A História do Brasil é testemunha da evolução do voto. Hoje, depois de muitas lutas, todos dentro das normas legais, sem distinção de sexo, etnia ou condição social, possuem o direito constitucional de escolher seus dirigentes e representantes.

A Constituição Federal de 1988 trouxe de forma vitoriosa a ampliação da democracia representativa. Homens e mulheres com mais de 16 anos, alfabetizados ou não, têm o direito de viverem na prática a democracia em seu sentido mais amplo. Segundo o Diploma Legal acima mencionado, em seu artigo 60, parágrafo quarto, inciso II, o voto é direto, secreto, universal e periódico. Ao lado disso, em seu artigo 14, parágrafo primeiro, o texto constitucional também exterioriza que o voto é obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos, para os maiores de 70 anos e para os maiores de 16 anos e menores de 18 anos.

Por muito tempo, negros, mulheres, analfabetos religiosos e indígenas não detiveram o direito ao voto, mas a legislação pátria, com todas suas evoluções ao longo de décadas, conseguiu corrigir essas injustiças.

Neste domingo, dia 02 de outubro, iremos às urnas eletrônicas, que a título de curiosidade, chegaram ao Brasil no ano de 1996. Elegeremos vereadores e prefeitos numa eleição denominada direta. O clique nos números escolhidos e a confirmação do voto manifestam, de forma técnica e democrática, a nossa cidadania. O direito na escolha daqueles que nos representarão na administração de nossa cidade, traz responsabilidade e ao mesmo tempo a oportunidade de vivermos por quatro anos as consequências de nossas preferências.

Desfrutemos, todos nós, desse direito/dever ao conjugarmos o verbo “votar”. Sejamos conscientes, participativos e cidadãos no melhor sentido na palavra.






 

Conversa (in) esperada

16/09/2016 09h31

Lia Raquel 

Seus olhos pareciam cansados. Ali, sentada no banco, vi aquela mulher já com algumas rugas trazidas talvez pela idade ou, quem sabe, preocupações. Depois de alguns minutos de conversa eu comecei a entender o porquê daquele cansaço.

 Os pássaros estavam eufóricos. A fonte de água jorrava tão forte no grande lago que algumas gotas conseguiam chegar com pressa até nós. Sensação gostosa. Sem incômodos. Aquele ambiente era satisfatório para um piquenique com a pessoa amada, um passeio com as crianças ou um bate-papo com a melhor amiga, mas nada disso me aconteceu naquele dia. Por uns minutos fitei aquela mulher. Ela segurava um livro e tentava lê-lo com seus óculos sem pernas. Tentei, por curiosidade mesmo, enxergar a capa do exemplar, mas em vão, não consegui descobrir – eu havia esquecido do meu par de lentes (sendo bem sincera, aqueles óculos quebrados que o nariz dela teimava em segurar seriam úteis para mim naquele momento). Eu também me esforcei para disfarçar a minha breve espiada em sua direção. Acredito que, de início, ela não desconfiou. Ela permaneceu lendo e eu continuava observando sem maiores descobertas.

Até então só tinha saído um “boa tarde”, mas depois que vi água em seus olhos, não me contive. Comecei a soltar algumas frases prontas, velhos clichês sobre o clima e o tempo, até eu poder, de alguma forma, conversar de verdade. Tive a sensação de que ela também aguardava por esse momento.

Foram necessários apenas alguns minutos para eu perceber quanta dor aquele coração guardava. Maria, aqui darei a ela esse nome, carregava fardos pesados e resolveu passar pelo bosque em busca de um descanso temporário. Ali estava ela com meia idade, sem emprego, com contas atrasadas e com a história de um amor rompido. Notei que a tristeza foi se dissipando. Os olhos permaneciam cansados, mas o que me impressionou foi a sua fé. À medida que fomos trocando palavras rápidas pensei de forma mais rápida ainda: Que fé!

Parecia que nada ia bem, mas ela me disse de forma bem categórica: “vai passar! Eu acredito em dias melhores! Você é jovem ainda e ainda vai viver muita coisa e não desista de ser feliz!”.

Pensei na minha vida. Pensei nos meus projetos e nas vezes em que reclamei sem razões maiores. A conversa me rendeu uma nova amiga. Trocamos números de telefones e já nos adicionamos nas redes sociais. Naquela tarde tive o doce privilégio de aprender mais uma vez que “apesar de” a vida ainda pode ter gosto bom e muito bom.
“Não desista de ser feliz!”, foi o que ela me disse naquela tarde. Hoje digo o mesmo a você.

 

Mais que paixão

05/09/2016 11h35 - Atualizado em 05/09/2016 15h25

Lia Raquel

Imagine você orando e de repente uma voz angelical a dizer: “Retorne a oração daqui 37 minutos, Deus está muito ocupado, não pode atendê-lo. Sou o anjo secretário”. Você, tristemente, volta à rotina e aguarda o horário chegar.

Somos privilegiados e graças a bondade e ao amor de Deus não precisamos marcar dia e hora para falarmos com Ele. Na agenda do Criador sempre haverá espaço para nós.

Já que somos tão únicos, especiais e amados de Deus por que, na maioria das vezes, entregamos a Ele as sobras dos nossos minutos corridos? Por que assistir à TV, curtir fotos e comentar legendas se torna tão interessante ao ponto de oferecermos a Ele apenas aquela oração decorada e aquele versículo de sempre? O que tem ocupado o seu tempo? Quais são as suas preferências?

A oração é a nossa maior e mais profunda ligação com o céu. É uma espécie de cordão umbilical. De lá conseguimos todos os nutrientes necessários para guerrear. Viver um dia sem falar com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo é como querer achar atalhos em desertos: podem até existir, mas são perigosos. Tirar o que vai dentro da alma para colocar nas mãos dAquele que é infinitamente poderoso para fazer bem mais do que pedimos ou pensamos, é reconhecer que somos dependentes dEle.

Passar tempo com Deus é antecipar aqui na terra as maravilhas que nos aguardam na eternidade. É impossível conhecer Jesus e ficar calado. É impossível ter as bênçãos da oração e não querer compartilhá-las com todos. Viver experiências com o Rei do Universo e guardá-las para si é humanamente desumano. Viver por Jesus é mais que uma paixão. Falar com Ele e falar dEle à nossa geração é mais que uma necessidade.

Stephen R. Covey em seu livro “7 hábitos das pessoas altamente eficazes”, página 194 , diz que o segredo não é priorizar a agenda, mas sim agendar as prioridades. Quem tem o Amigo Perfeito como prioridade diária não consegue viver sem ensinar isso aos outros. Que Deus ocupe, a partir de hoje, o primeiro lugar em nossa agenda e coração.
 

Sem lágrimas, lenços e dores

22/08/2016 10h39 - Atualizado em 22/08/2016 10h47

Lia Raquel Mascarenhas 

Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram”. Apocalipse 21:4

Outro dia, enquanto eu estava hospedada na casa de uma família querida, presenciei uma cena profunda e emocionante vinda da moradia ao lado. Não ouvi palavras, mas pude “ouvir” sentimentos pulando das mãos daquela mãe. Logo fiquei sabendo que aquela senhora havia perdido seu filho em um trágico acidente aéreo.

Naquela manhã, eu a vi pela janela da cozinha segurando fortemente um porta-retratos. Ela o acariciava de uma forma tão amorável e intensa que foi impossível conter as minhas lágrimas. Não pude ver a foto, mas, pelas circunstâncias, era o retrato do seu filho amado. Meu coração ficou apertado.

Uma amiga minha tinha o costume de dizer que quando alguém querido vai nascer, há muita preparação. Todavia, quanto o assunto é o ausentar-se dessa vida, ninguém se prepara. Não há uma prévia dos preparativos para a morte. É verdade. Não fomos feitos para morrer e a nossa natureza insiste em não aceitar essa passagem fúnebre.

O nosso maior conforto é o de que as pessoas que morreram em Cristo estão apenas em um sono leve. Quando Cristo aqui retornar, elas despertarão euforicamente felizes e o melhor de tudo: totalmente transformadas em todos os aspectos! Todas as tristes lembranças, as memórias doloridas e todo sofrimento serão apenas pó do esquecimento. Nunca mais precisaremos de lenços- Ele, Jesus, tomará a frente e enxugará todas as nossas lágrimas. Tudo, absolutamente tudo de ruim, ficará para trás. Meu coração sussurra um amém bem forte agora.

Ali no céu, encontraremos os nossos queridos que no momento dormem debaixo da terra. Aquela mãe espera em Jesus o grande reencontro com o seu filho. Lá, não teremos tempo para ficarmos tristes. Nem lembraremos que um dia existiu o sentimento de angústia. A alegria será eterna. A felicidade infinita. Abraçaremos os nossos amados incansavelmente. Que esse dia chegue logo para matarmos logo essa saudade sufocante. Oremos a Jesus carinhosamente: Apressa-Te , Senhor.
 

Gravata, relógio e cafuné

12/08/2016 09h33 - Atualizado em 12/08/2016 09h35

Lia Raquel Mascarenhas

A vida, às vezes, chama algumas datas à nossa lembrança. Felicidade não tem dia nem hora certa para ser comemorada, mas é possível que isso aconteça. O calendário gregoriano, utilizado aqui no Ocidente, precisamente no Brasil, faz uso do segundo domingo de agosto para saudar aqueles que chamamos de pai, painho, paizinho, pãe (refiro-me aqui às mães que são pais também) ou como nosso coração desejar. Eles não precisam esperar o segundo semestre do ano chegar a fim de serem saudados. No entanto, valemo-nos dessa data com o intuito de deixar mais claro ainda a nossa estima por esse ser tão singular.

Ser pai e ter um pai é presente imensurável vindo dos céus. Pai, seja de DNA, de criação ou por consideração, é abraço de Deus na Terra. É aconchego que transborda o copo da alma. É mão que sustenta nos dias mais escuros. É braço que acolhe quando a caminhada cansa. É riso que abriga nossos maiores medos. É colo que recebe o corpo exausto das lutas diárias.

Agradecemos a você pai por tantas noites mal dormidas, quando em preocupação torcia por nossa melhora. Obrigada por ter nos ensinado a andar de bicicleta e nos consolar na primeira queda. Obrigada por ir até hoje ao nosso quarto apenas para verificar se estamos cobertos e seguros. Obrigada por não medir esforços na realização dos nossos sonhos. Obrigada por ficar tão feliz com as nossas grandes e pequenas conquistas. Obrigada pelos conselhos tão bem colocados. Obrigada por sempre querer o nosso bem mesmo quando isso implique abrir mão das suas próprias vontades.

Deixamos a você o nosso eterno sentimento de gratidão. Desculpe-nos pelas birras que ainda insistem em se prolongar. Desculpe-nos porque, até hoje, não aprendemos a fazer o nó da sua gravata. Desculpe-nos pelas vezes em que te fizemos ficar olhando horas a fio o relógio da parede esperando a nossa chegada. Hoje deixamos aqui o nosso amor a você, mas queremos também o seu único e inconfundível cafuné.


 

Meu barulho

08/08/2016 09h15 - Atualizado em 08/08/2016 09h38

Lia Raquel Mascarenhas

Aprendi que o silêncio é a mais “gritante” das situações e meu coração não se habituou a conviver com ele. Tenho dentro de mim uma necessidade constante de barulho.

Não algo que chega para incomodar, mas que fica e marca. Desejo o barulho da minha vida interiorana. O barulho das águas do Rio Sono. O barulho da prima me chamando lá fora ou mesmo o som daquela buzina meio rouca. Dentro de mim há uma inquietação pelo som dos pássaros que diariamente me acordavam ali na tão querida Rua 8.

O barulho deixou cicatrizes de saudade em mim. Não sei se um dia deixarei de sentir essa falta que arde no meu peito a ponto de fazer meu coração chorar.
Enquanto esse momento não toca a campainha da minha vida, ficarei aqui gritando as minhas emoções para que os ecos alcancem 1000 km.
 

Palavras àqueles que já tiveram o privilégio de conhecer essa amada e benquista cidade

15/07/2016 18h20 - Atualizado em 15/07/2016 18h24

Lia Raquel Mascarenhas

É tarde. O sol alaranjado pinta o céu antes todo azul. O pôr-do-sol tem uma beleza una contemplada logo ali da pracinha da Igreja. A natureza parece pintar um quadro sem borrões. É difícil passar por lá sem a vontade imediata de registrar aquela cena. Como protagonistas, pássaros cantarolam felizes enquanto se achegam às palmeiras. A cena se repete diariamente por volta das 18h. É uma rotina inquietante e ninguém aqui se cansa disso. Tudo na vida da gente parece ter um gosto. Cenas assim têm gosto de nostalgia, de sabor prolongado, de coisa boa.

 Pedro Afonso é poesia com rimas que chegam do Rio Sono, do Rio Tocantins, da fauna e flora ricas. Os versos dessa amada cidade tomam forma no sorriso amigo dos que ainda têm o saudoso costume de se assentar à porta da casa ao final do dia. Aconchego de ilha e de calor que arde (e deixa saudade) são saudações pedroafonsinas a todos aqueles que se permitem conhecer essa terra.

 Hoje as felicitações se voltam a ela – nossa amada e benquista cidade. Como devotos e fãs assumidos declaramos nossa admiração, gratidão e amor a essa história de 169 anos! Terra de Frei Rafael de Taggia. Terra de todos. Nossos parabéns se estendem às conquistas, à “libertação do jegues”, à memória de uma cidade que cresceu em tamanho, lutas e sucesso.

Pedro Afonso é palco dessa vida que acontece toda hora. Quem aqui mora, já morou , visitou ou deu uma passadinha tem vivas no coração essas lembranças que nunca morrem.

 Amada e linda cidade, "por te amar e querer tanto" deixo minha saudade em forma de palavras. Saudade das águas que molham a alma e enxugam os medos. Saudade de toda essa história que recomeça todos os dias.



“As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”

24/06/2016 07h53 - Atualizado em 24/06/2016 08h01

Lia Raquel

Procuro as minhas raízes, o meu povo, a minha cultura e tudo o que encontro é uma saudade desbotada pelas distâncias da BR-153. Não sinto o abraço daquele sol prazeroso (e quente) logo cedo. Não vejo o suor na testa dos pedestres nem ouço reclamações pelo calor. Os girassóis se distanciam e só os vejo em pensamento naquela grande praça. A carne seca ficou na saudosa cozinha familiar. Os “s” bem utilizados nas “lissstas” e “passsteis” seguido dos “r” soam em minha mente.

 A alegria de ouvir um “Tu” bem falado é complemento dessa ansiedade por cultura perto, dentro de mim. O falar rápido, agoniado e com energia – quanta falta! Sei que sempre restará essa vaga cultural, incômoda e inexorável. Esse caçulinha tem deixado lembranças. É o caçula do Brasil, mas já tem história de gente grande. A saudade me aperta nos costumes, no sotaque, nas pessoas, na política, no tempo e na distância.

Cá posso até ter muita coisa, mas não na mesma intensidade quanto junto ao meu “menino estatal”. Abro a minha janela. As aves gorjeiam, mas não gorjeiam como lá…