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Blog do Fabricio Rocha

Descida de balsa até a praia do rio Sono terá conscientização ambiental

21/07/2016 10h21 - Atualizado em 21/07/2016 10h26

Pelo sétimo ano seguido será realizada a Descida de Balsa de Pedro Afonso, dentro do projeto “Nosso rio, nossa vida”. O evento acontece neste domingo, 24 de julho. A saída será da Praça Coronel Lysias Rodrigues, às 7h30. Já o embarque para início da descida está marcado para as 10 horas.

Os participantes vão sair da barra do ribeirão Lajeado e percorrer o rio Sono até a praia da cidade de Pedro Afonso. A previsão é que cheguem às 16 horas. Ao longo do caminho serão plantadas 50 mudas de árvores nativas da mata ciliar como gameleira, ingá, saram e imbaúba.

A bordo da balsa, que comporta 80 tripulantes, os participantes serão animados por música ao vivo com Reinaldo Sodré, Conceição, Braz Porto, sanfoneiro e muita batucada. Ainda haverá petiscos, almoço, bebidas e sorteio de brindes como guarda sol, cadeira de praia, cooler.

Conforme os organizadores, a VII Descida de Balsa busca conscientizar a população pedroafonsina e visitantes da importância dos rios Sono e Tocantins, para a economia regional, bem como alertar para a necessidade de preservar e reflorestar áreas degradadas da mata ciliar de rios, ribeirões e nascentes.

Para participar os interessados deverão adquirir o ingresso pelo celular e zap (63) 98415-0956. É obrigatório o uso colete salva-vidas.

Segundo os organizadores, os órgãos de segurança e defesa como a Marinha, Corpo de Bombeiros, CIPRA Naturatins e o 3º BPM estão cientes e convidados por meio de ofícios, para participar e dar suporte ao evento. Durante todo o percurso barcos com condutores devidamente habilitados darão suporte e apoio à balsa.

O projeto “Nosso rio, nossa vida” é coordenado pelas professoras Alba Maria Brito Cardoso e Maria Francisca (Chica), e pelos produtores rurias Evanis Roberto Lopes e José Júlio Eduardo Chagas.

Apoiadores
Sicredi, Bayer, Cargil, Centro-Norte Notícias, Fazenda Brejinho, Giga Eventos, Coapa, Sonora Auto Peças, Mineirão Carnes, Supermercado Primão e Delta Center Auto Peças.


 

AMA realiza arraial beneficente dia 4 de junho

25/05/2016 15h57 - Atualizado em 25/05/2016 15h58

O Grupo Amigos do Meio Ambiente (AMA) realiza no próximo dia 4 de junho, em frente ao Colégio Cristo Rei, em Pedro Afonso, um arraial beneficente. Serão comercializadas comidas típicas como paçoca, canjica, caldo, pastel, pipoca e cocada.

Segundo os organizadores é uma forma de valorização da culinária da região, além de colocar os jovens como protagonistas de suas lutas e, sobretudo de suas conquistas, uma vez que o esforço de cada adolescente é recompensado com mais um passo rumo a concretização de um sonho: conhecer o Rio de Janeiro.

Desde novembro de 2015, o AMA mobiliza um grupo de 40 adolescentes dos municípios de Pedro Afonso, Tupirama e Bom Jesus do Tocantins para conhecer a cidade maravilhosa do Rio e Janeiro, mundialmente conhecida pelas belezas naturais e atualmente por sediar os jogos olímpicos de 2016.

Dentre as inúmeras ações do grupo, se destacam a arrecadação de material reciclado, comercialização de geladinhas, vendas de rifas e bingos, além da realização de sessões de cinema mensais, e por último o arraial beneficente dos alunos para ajudar a levantar fundos para ajudar no custeio da viagem.


 

Plante uma árvore, Pedro Afonso!

Pedro Afonso nas duas últimas décadas vem passando por um intenso processo de desenvolvimento econômico com a implantação de diversas empresas, o que refletiu numa explosão habitacional jamais vista antes na história da cidade, e que tem impactado diretamente o meio ambiente, o que é senso comum entre todos os moradores locais.

Diante de todas estas mudanças impostas pelo desenvolvimento avassalador, os dilemas ambientais surgem impulsionados pela enorme temperatura que a nossa região vivencia atualmente, sendo comum nos últimos meses, os termômetros marcarem 40º graus por aqui, ou até mais. Não se fala em outra coisa nas rodas de conversa e mídias sociais. “Pedro Afonso está pegando fogo” é o que mais se ouve.

A cada dia observamos a nossa cidade perder suas características naturais, quer seja pelo desmatamento em grande escala para redimensionar cada vez mais a politica agrícola do pais, quer seja pela própria ação de moradores que derrubam as árvores de suas residências constantemente, ou fazem podas que mutilam as árvores. Sem falar em quem se esquiva da responsabilidade ambiental de plantar sequer uma árvore na sua moradia. Somados esses fatores, a nossa cidade carece urgentemente de um olhar voltado para o reflorestamento das nossas matas: tanto da zona rural, como no perímetro urbano, urgentemente.

O reflorestamento diminui o aquecimento global, pois as árvores realizam a fotossíntese, que retira o dióxido de carbono (CO2) do ar, e libera oxigênio,
O aquecimento global é causado pelos gases estufa, entre eles, o dióxido de carbono, então quanto mais árvores forem plantadas, maior será a redução do aquecimento global.

Diante deste cenário preocupante, e melhor agirmos a favor do meio ambiente, antes que seja tarde demais. Plante uma árvore, Pedro Afonso!

 

Museu Histórico de Pedro Afonso: preservação da memória local

No dia  18 de julho, a comunidade pedroafonsina recebeu oficialmente seu espaço de preservação, contemplação e divulgação da sua história. A Prefeitura Municipal de Pedro Afonso, através da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, com presença da comunidade, abrirão as portas do casarão situado na Rua Anhanguera, na altura da Igreja Matriz São Pedro, um local repleto de memórias de Pedro Afonso.

A implantação do Museu Histórico de Pedro Afonso, 168 anos após sua fundação, é um resgate e, sobretudo, uma divida histórica, da comunidade e do poder público com a memória da cidade centenária, um dos principais municípios outrora do norte goiano, e que continua sendo no atual Estado do Tocantins.

No museu os visitantes poderão contemplar a cultura indígena, do campo, religiosa, os saberes e fazeres, além de uma sala audiovisual e a biblioteca.

Como todo museu em inicio de atividade, ainda há muito que aperfeiçoar, como aquisição de acervo material e imaterial, pesquisas sobre a constituição histórica da cidade, expositores e quadros adequados. Enfim, há muito que melhorar e pesquisar, porém o mais importante é que o primeiro passo foi dado, o Museu existe, e tudo agora é possível de ser feito.
 

Anna Britto Miranda: Mulher pedroafonsina

A história das mulheres em Pedro Afonso é representada com maior expressividade por uma professora e escritora chamada Anna Britto Miranda (1895- 1984). Ela escreveu algumas obras literárias valorizando a cultura regional, com destaque para a “História de Pedro Afonso”, no ano de 1973, humanizando sua passagem entre nós. A obra continua sendo leitura obrigatória, e, é ainda a mais citada por pesquisadores que buscam entender a constituição da história local, a partir dos registros culturais e históricos que a obra propõe.

Rememorar o legado da escritora pedroafonsina, que nasceu no final do século XIX em Pedro Afonso, aonde viveu até a penúltima década do século XX, é conferir autenticidade às suas memórias, pois vivenciou todos os ciclos de avanços e retrocessos que a história permitiu ao municipio, e que ela foi testemunha ocular pela posição social na época. Protagonismo que lhe conferiu destaque entre as meulhres pedroafonsinas.

Foi mãe, autodidata, professora para alunas do sexo feminino, oradora, mulher nortense, uma das mais influentes do antigo norte goiano, que tinha passagem livre nas altas rodas de Goiás, inclusive sendo recebida pela elite politica brasiliense. Era conhecida por todos como a popular “Mãe Nana”. Trocava correspondêcias com a celébre escritora Cora Coralina e era sócia de várias entidades femininas literarias.

Nos anos que viveu ajudou a construir a história de Pedro Afonso, sendo considerada professora eficiente, uma das pioneiras com destaque para a oratória impecável e, também, pela determinação em preservar a memória da cidade através da escrita da historiografia local. No mais importante orgão público do período, a Inspetoria da Fazenda, foi funcionária com legado relevante para a instituição tributária.

Ao morrer em 1984, após complicações de um câncer uterino, deixou uma obra sólida para a posterioridade em Pedro Afonso, pois suas memórias contiuam presentes na sua vasta obra intelectual e humana.
 

Carnaval: Cuidados no trânsito

Como de costume todos os anos no período carnavalesco as tradicionais campanhas educativas são vinculadas na mídia com maior intensidade, buscando sensibilizar o cuidado ao volante, mas principalmente em mostrar que bebida e direção podem levar a sequelas irreparáveis e até mesmo à morte.

No município de Pedro Afonso, o alto consumo de bebidas alcoólicas está associado a maioria dos acidentes, segundo as autoridades locais.

Algumas medidas listadas abaixo pelo Núcleo de Educação para o Trânsito da CIRETRAN de Pedro Afonso ajudam na segurança, e garantem a integridade de todos que utilizam o trânsito. Se atentem para as recomendações.

- Não dirija alcoolizado e nem sobre efeitos de drogas diversas;
- Use o cinto de segurança e peça que os demais ocupantes do veiculo o coloquem
- Não tire o cinto de segurança antes da parada total do veiculo
- Não force ultrapassagens, em especial, em curvas e subidas
- Esteja atento durante todo o percurso da viagem
- Não dirija com sono
- Não relaxe atenção quando estiver chegando ao destino.

 

40 anos depois: a tragédia que Pedro Afonso não esquece

Há 40 anos Pedro Afonso viveu uma tragédia aeroviária que ficou na memória dos seus moradores, e que até hoje é contada pelas pessoas que acompanharam aquele inicio de tarde fatídica. O ano era 1975, o mês junho e o dia 17. A data é ainda um dos eventos históricos mais lembrados na memória local.

Um avião da Varig, modelo Avro HS- 748, registro PP- VDN, atingiu a casa localizada na Rua Constâncio Gomes, esquina com a 26 de julho, da tradicional família Moura.

Lembrar o fato é remontar, principalmente, sentimentos como angústia, drama, comoção, e acima de tudo, um trauma coletivo difícil de esquecer.

A geração de 1975 recorda até hoje onde estavam e o que faziam na hora do acidente como se suas vidas fossem marcadas profundamente pelo ocorrido.

O saldo da tragédia foi enorme na comunidade, pois foram ceifadas vidas humanas, uma jovem mulher, duas crianças cheias de sonhos e o co-piloto, um trabalhador, todos eles vítimas de uma aterrissagem mal sucedida no centro de Pedro Afonso, naquela época norte goiano, e uma das cidades mais desenvolvidas da região.

O tempo passou, o aeroporto mudou-se de local, afastado logo depois do perímetro urbano da cidade para evitar tragédias futuras, garantindo assim maior segurança aos moradores.

40 anos depois, as feridas ainda não cicatrizaram para as famílias que estiveram diante da fatalidade, perderam seus entes queridos no auge da vida, vivendo com a dor que datas como esta afloram em seus corações. Para os pedroafonsinos o trauma como fato histórico a ser lembrado para sempre na sua história.


 

A semana em que Pedro Afonso agiu

Mídia local, comunidade e forças politicas se uniram na última semana para defender a tradição pedroafonsina, através das suas instituições públicas estaduais, num amplo debate.

Especulações e fontes davam como certa o fechamento de algumas instituições que pertencem à história do município como a antiga Delegacia de Ensino, hoje Diretoria de Ensino, e a Agência da Adapec, medida esta que seria adotada pelo governo Marcelo Miranda em outras cidades também, como medida para a contenção de gastos.

Foi somente o Jornal Centro-Norte Noticias torna público as especulações, e logo a comunidade se agigantou nas redes sociais em defesa do nosso patrimônio institucional, cobrando dos políticos locais explicações para o possível retrocesso. Com isso, as autoridades do município próximas ao governo do Estado, trouxeram explicações diversas no próprio jornal e também nas redes sociais que serviram como elo de debate, onde os pedroafonsinos buscaram redefinir a importância de Pedro Afonso no contexto estadual, e a cobrar com veemência dos seus representantes posicionamento objetivo e concreto acerca do assunto.

É bem verdade que alguns políticos se fizeram de desentendidos, afirmando que era conversa sem nexo, mas falta a alguns deles visão de história, pois em 1991 perdemos a Delegacia de Ensino, e deixamos de receber muitos outros benefícios pela falta de representatividade politica ao longo da nossa história.

Então, qualquer boato por menor que seja, nesta geração informada, da era digital será exaustivamente checada, porque temos que aprender sempre a agir em prol de Pedro Afonso.
 

Museu Histórico de Pedro Afonso: Uma possibilidade de resgate da nossa história

A cidade de Pedro Afonso (GO), hoje Tocantins, foi um dos maiores centros irradiadores de cultura e de poder politico do antigo norte goiano. Por aqui se cultivou as manifestações educacionais e culturais que ajudaram a determinar a identidade cultural do povo tocantinense.

Com a presença do Porto Fluvial, Inspetoria da Fazenda, da 4º Companhia de Policia, do Banco da Amazônia, do Colégio Cristo Rei, dentre outras instituições de presíigio, a cidade ostentou grande poder cultural e politico no antigo norte goiano.

Com a criação do Estado do Tocantins, em 1988, a cidade que já ficava à margem do processo de urbanização da Belém-Brasília se isolou ainda mais, sendo relegada ao segundo plano na ordem dos governantes da época.

Os anos se passaram, estamos findando 2014, a cidade voltou a ser referência econômica no atual Tocantins, entretanto este passado cultural tão bem cultivado pelas gerações antecessoras não conseguiu ficar plasmado nos monumentos da cidade ao longo dos anos. Muito pelo contrário, a cada dia nossos casarões são derrubados ou alterados em reformas grosseiras, comprometendo seriamente os vestígios da nossa história.

O fato é que o município ainda não dispõe de uma politica cultural consolidada que assegure a preservação do nosso patrimônio histórico e cultural, ou seja, uma Lei de Tombamento para os bens de natureza histórica.

Em 2015 um fator pode desencadear um efeito inverso, pois o debate da implantação do Museu Histórico de Pedro Afonso já traz o viés do resgate deste passado de glórias, mediando o processo de evolução do presente face o respeito às tradições históricas.

Porém, mais do que a implantação do museu, é a consciência de cada morador em preservar a nossa história, fazendo a sua parte, preservando seu patrimônio cultural.



Arte Pura: uma alternativa viável na cultura regional

A mente humana é um grande teatro. Seu lugar não é na platéia, mas no palco, brilhando na sua inteligência, alegrando-se com suas vitórias, aprendendo com as suas derrotas e treinando para ser a cada dia, autor da sua história, líder se si mesmo! - Augusto Cury

Nos últimos meses a nossa região tem despertado grande interesse pelo teatro, elemento cultural-educativo que proporciona aprendizado e conhecimento ao público em geral, e é também componente pedagógico indispensável para a formação de crianças e jovens nas escolas do país afora.

O teatro, no processo de formação do individuo, cumpre não só função integradora, mas dá oportunidade para que ele se aproprie crítica e construtivamente dos conteúdos sociais e culturais de sua comunidade mediante trocas com os seus grupos. No dinamismo da experimentação, da fluência criativa propiciada pela liberdade e segurança, o individuo pode transitar livremente por todas as estruturas internas integrando imaginação, percepção, emoção, intuição, memória e raciocínio.
O crescimento desta área cultural é um fenômeno presente atualmente nas Escolas de Tempo Integral em todo país que incluíram na sua grade curricular a disciplina de artes cênicas que busca formar atores em potencial.

Em nossa região o desempenho do grupo teatral “Arte Pura”, da ETI Maria da Glória, do no município de Tupirama, reflete exatamente a força que o teatro tem de moldar crianças e jovens, além da reflexão, encontrada no espaço aberto para experimentar, criar e para desenvolver habilidades como atores.

O grupo teatral Arte Pura vem realizando apresentações memoráveis na região. Em cartaz com a peça “O Casamento de Maria Feia”, a comédia que saiu de Tupirama com a maior apresentação cultural que o município já teve, cerca de 300 pagantes. Isso mesmo, pagantes, as pessoas pagaram pra assistir teatro por aqui, coisa impensável no passado bem recente. Já percorreram o nordeste tocantinense, inclusive Rio Sono, na região do Jalapão.

Em Pedro Afonso, após apresentações nos auditórios da Coapa e prefeitura, na festa das crianças da Bunge, e por último na Feira Coberta, o quinteto Gerson, Milena, Geovany, Jaqueline e Alefe, liderados pelo professor Marcio Borges, tornaram-se conhecidos do grande público e passaram a ser notícia nos veículos de comunicação e referência no segmento.

Esperamos que a dedicação, encantamento e reconhecimento do valoroso trabalho do professor Márcio Borges e seus alunos reflitam em apoio concreto por parte daqueles que detém o poder de subsidiar as políticas afirmativas, pois sabemos que o teatro é elemento quase oculto no financiamento estatal, e por isso tem uma prática sofrível, o que não impede a formação de crianças e jovens persistentes que na contramão do apoio governamental, fazem a diferença com a incrível capacidade que existe dentro de cada um.