sábado, 03 de dezembro de 2016
22º Min 34º Max
Pedro Afonso - TO
Pega nome da pessoa
Blog do Fabricio Rocha

O prefeito, o povo e o futuro político

Não faltaram lideranças políticas e gente do povo na noite dessa quinta-feira, 14 de agosto, na Mansão do Forró, quando o prefeito Jairo Mariano iniciou uma nova caminhada política, cujo objetivo principal foi apresentar à comunidade pedroafonsina seus candidatos na eleição deste ano.

Um detalhe chamou bastante atenção: o local estava lotado. Estima-se que cerca de 800 pessoas participaram do evento, demonstração da força política do prefeito Jairo Mariano. Muitos acreditam que a pavimentação de ruas, e mesmo o estilo conciliador do gestor, vem aumentado consideravelmente a aprovação do seu governo diante da opinião pública. Durante seu pronunciamento foi bastante aplaudido.

No evento estiverem presentes os candidatos apoiados pelo prefeito Jairo Mariano, ambos buscando a reeleição, a deputada estadual Luana Ribeiro (PR) e deputado federal César Halum (PRB). Eles expuseram suas propostas para Pedro Afonso, bem como os serviços prestados a comunidade.


Luana Ribeiro lembrou da emenda para ajudar a movimentar a temporada da Praia do Sono este ano. Já César Halum disse ter destinado verbas para iluminação na região, e que tem recursos empenhados para o município para o próximo ano na área de infraestrutura.

Embora ausentes mais bastante lembrados nos discursos, os candidatos ao senado Eduardo Gomes (SDD) e ao governo estadual Sandoval Cardoso, completaram o time que o executivo municipal aposta.

O grupo é protagonista do acordo político que deverá ter como produto final, as demandas da comunidade pedroafonsina. É isso que a multidão presente ao evento espera, e que o prefeito Jairo Mariano cobrou publicamente das lideranças que atentas ouviram as prioridades do município.

Muitas águas vão rolar agora nesta eleição de 2014, e pelos dois anos vindouros certamente, mas acho que durante o evento político várias interpretações momentâneas, mas principalmente para futuro político do prefeito Jairo Mariano, foram mensuráveis e se tudo indicar pela militância presente na noite de ontem a votação dos candidatos apresentados pelo prefeito poderá ser grande na cidade.

Vou mais longe ainda, e numa análise futura para as eleições municipais de 2016, o prefeito Jairo Mariano já é uma consolidada liderança para uma reeleição com forte peso político, ou ainda apoiar um sucessor de acordo seus projetos políticos. Evidentemente muitos espinhos e pedras pelo caminho virão, e diversas demandas da população também deverão ser atendidas para sua popularidade continuar ascendente. Na noite de ontem tive esta percepção acerca do futuro política do prefeito, uma forte atmosfera popular o cercava. Mas, somente a história dirá!



 

Os efeitos do racismo

Ao longo da história da humanidade o trabalho escravo foi o maior expoente das condições degradantes impostas pela mão do próprio homem ao seu semelhante. Utilizou-se nos primórdios a mão de obra da população negra da África Subsaariana para o enriquecimento dos países europeus, e, portanto forjaram desde então uma falsa inferioridade da raça negra para a posterioridade. Os efeitos vergonhosos são fortemente reproduzidos até hoje, quer seja explicito ou de forma velada.

Hoje, na atualidade, o racismo continua sendo um fenômeno avassalador que preocupa especialistas do assunto e sociedade em geral, e que afeta o cotidiano de milhões de pessoas pelo mundo afora que sofrem seus efeitos nefastos.

É senso comum que o racismo interfere na autoestima das pessoas causando sérios danos psicológicos à vítima, principalmente na sua potencialidade criativa, podendo causar a não aceitação da sua própria imagem, prejudicando sua condição de auto-afirmação na sociedade.

 “As pessoas que sofrem racismo, seja no ambiente de trabalhado, escolar, local onde residem ou em instituições públicas, podem estar sujeitas a uma situação permanente de hipervigilância. Mecanismos psiconeuroendócrinos levam o organismo a se manter a qualquer momento preparado para uma reação de fuga ou luta. É uma fonte crônica de estresse psicossocial que pode ter consequência direta sobre a saúde mental e física”, afirmoa o professor Eduardo Faerstein, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

É consenso que não se corrige o racismo ao proibir a discriminação somente. São necessárias políticas afirmativas direcionadas aos grupos historicamente exclusos para que os mesmos tenham oportunidades iguais na sociedade. Teremos de fato uma democracia ativa quando todos os grupos tiverem seus direitos assegurados na prática.





IFTO E O RELÓGIO DO TEMPO...

Pedro Afonso diante do novo contexto do desenvolvimento regional, vive um momento de grande expectativa pela criação do seu campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTO). Sabemos que os institutos federais têm o papel importante para a promoção de uma nova etapa da Educação profissional e tecnológica do país, concretizado por meio de programas e políticas específicas para o setor.

Nesta semana o prefeito Jairo Mariano recebeu técnicos do Ministério da Educação para vistoriar as instalações físicas do Colégio Agrícola Dr. José de Souza Porto. O bjetivo foi analisar minuciosamente se o prédio se adequava as exigências do MEC para receber um Instituto Federal.

No encontro ficaram definidos os passos seguintes para o sucesso da empreitada, e o relógio do tempo começou acelerar os ponteiros que tem o prazo final de 18 de junho para o Instituto Federal entrar em plena atividade no município.

Abaixo assinalo os ajustes que ainda precisam ser feitos para a consolidação do Instituto Federal.

Prazo - O não cumprimento das exigências no prazo pré-estabelecido, que expira na segunda quinzena de junho, abre precedentes para que outras cidades tocantinenses pleiteiem a instalação do Instituto Federal nos seus respectivos municípios, e Pedro Afonso fique novamente a ver navios, assim como foi noutros períodos da nossa história. Nunca a cidade esteve tão perto de atingir tal objetivo.

Cessão da área – Um fator decisivo, crucial e o mais emergencial de todos, é que o Estado faça um termo de Cessão para a União concedendo o direito de usar as dependências e a área do Colégio Estadual Agrícola para o Instituto Federal, posteriormente a doação definitiva do espaço é questão de tempo, pois experiências similares mostram este desfecho.

Articulação política – O prefeito Jairo Mariano termina nos próximos dias uma batalha gigantesca pelos bastidores da política, iniciada ainda em junho de 2013, e que nesta etapa precisa ser ainda mais rápida e eficaz, junto às forças políticas do Estado para o convencimento da doação da área para a consolidação do projeto educacional na região.

Um momento decisivo para mensurar a força política do prefeito Jairo no cenário estadual e escrever seu nome nos anais da história pedroafonsina, bem como para analisar o apoio das demais lideranças locais à causa que é de todos nós. Avante todos aqueles que amam Pedro Afonso e se unam pelo menos neste momento.

Fato histórico – Os pedroafonsinos certamente esperam ansiosos o final feliz deste fato histórico. Cada período da história tem suas demandas especificas. Esta é a geração pedroafonsina que busca na qualificação profissional uma inserção no mercado de trabalho tão crescente na região. Uma irrisória mão de obra local qualificada é o cenário que ainda nos deparamos em Pedro Afonso e entorno.

Este é o grande desafio desta geração, ter igualdades de oportunidades, e o Instituo Federal será o elo rumo à garantia das ações que visem incorporar, antes de tudo, setores sociais que historicamente foram excluídos dos processos de desenvolvimento e modernização da nossa região desde a instalação do Prodecer III em 1996 até a introdução da cultura da cana em 2007, o que legítima e justifica a importância de sua natureza pública e afirma uma educação profissional e tecnológica como instrumento na construção e resgate da cidadania e da transformação social.
 

Praça Ecológica: rememorando conquistas

Enganam-se quem pensa que não guardamos a memória de nossas conquistas. Quatro anos se passaram, mas as lembranças das reuniões com os pais, das mobilizações ambientais na comunidade, das crianças do grupo Amigos do Meio Ambiente e de um professor querendo mudar o mundo a partir de um projeto ambiental em Pedro Afonso em 2010, permanecem quase palpáveis, de tão vivas em nossos corações.

Recordo com saudosismo das mães fundadoras Maridalva Sales, Walderina Campos, Diva Bembem e Márcia Tavares que foram meu esteio naquele tempo de intensas provações. E dos alunos empolgados do primeiro momento que continuaram comigo nos anos posteriores como Ester e Estéfanny Campos, Rebecca Sales, Gilvan Filho, Júlio César, João Maycon e Alex Rodrigues. Nos anos que se passaram surgiram diversos voluntários e novos alunos que até hoje contribuem com o desenvolvimento do projeto. Sou eternamente grato a todos pela inestimável contribuição.

E pensar que era pra ser apenas uma ação ambiental de um espaço público historicamente degradado e esquecido pelas gestões municipais. Mas aquele grupo de crianças oriundas do 5° ano da Escola Jandevam, liderados por mim na época, fariam história e ficariam como testemunhas daqueles momentos marcantes em nossas vidas.
Havia muita rejeição ao nosso projeto pelos que detinham o poder na época e presidiam as instituições municipais, mesmo assim, optamos por contestar e agir diante do abandono do local onde hoje está cravada a Praça Ecológica de Pedro Afonso.

O ato ganhou apoio popular e tornou-se um movimento socioambiental que sacudiu os alicerces do poder central da cidade, mobilizando inclusive a mídia regional, fomos até capa da edição de dezembro de 2010 do prestigiado Centro-Norte Notícias que noticiava com grande interesse o projeto e vem acompanhando até hoje os capítulos desta história.

Esta ação inédita foi filho da contestação e do descontentamento, mas nascido do amadurecimento das nossas idéias em fazer algo concreto pelo espaço geográfico no qual residíamos. Dei os primeiros passos numa sala de aula na Escola Municipal Jandevam, junto aos meus fiéis alunos do 5º ano em 2010, mas nem de longe se imaginava nascer ali, um projeto que influenciaria o Estado do Tocantins. Abalaríamos os alicerces do poder central daquela gestão. Éramos pouco mais de 60 pessoas entre alunos, pais e voluntário pretensiosos, com um objetivo em comum: ajudar a melhorar o meio ambiente em Pedro Afonso. A força da necessidade nos uniu e tratou de nos multiplicar por muitos e muitos mais até os dias de hoje.

Militância ambiental aguerrida e gratuita que se reunia aos sábados na região da futura Praça Ecológica para fazer a limpeza do local, encher garrafas pet e plantar as centenas de árvores e plantas ornamentais que hoje encantam moradores e visitantes. Tínhamos tudo o que um desses políticos profissionais gostaria de ter a seu serviço: pessoas unidas em prol do bem comum.

Em pouco tempo o projeto Amigos do Meio Ambiente começou a ocupar espaços na sociedade. A principio derramamos muito suor, saliva e sola de sapato atrás de apoio para causa ambiental que era tratada com desdém por muitos. Mas o poder de convencimento das nossas ações que brotavam, prenunciava a vitória da determinação. Os alunos do projeto AMA passaram a serem vistos no cotidiano da cidade agora como protagonistas de diversas ações que eram realizadas pelas várias instituições que passaram a buscar junto ao grupo fortalecimento dos seus projetos.

Avanços, desconfianças e recuos, sentaram-se à mesa de negociação diversas vezes, enquanto a sociedade, antes silenciosa em seus desejos de mudanças no meio ambiente local, soube enxergar no AMA, a oportunidade de reagir, agindo e nos apoiando em diversas ações na comunidade. Ao longo da nossa trajetória buscamos a liberdade de expressão, a defesa irrestrita do meio ambiente e uma educação ambiental libertadora para nossos alunos e para a comunidade que sempre nos respaldou.

Já se passaram quatro anos da ousadia, mas o caminho percorrido até aqui é intenso e cheio de histórias bonitas pra ilustrar o texto que não pode ser ignorado ou esquecido pela comunidade pedroafonsina.

Dessa luta nasceu uma linda Praça Ecológica que nesta semana foi agraciada com o tombamento pelo PROJETO DE LEI Nº 180/2014 do gabinete do deputado estadual José Geraldo (PTB), declarando como Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do Estado do Tocantins a Praça Ecológica de Pedro Afonso.

Mas ao completar quatro anos de existência o projeto Amigos do Meio Ambiente nos mostra que valeu a pena lutar, pois nosso projeto se expandiu, além de Pedro Afonso fincamos bases sólidas em Tupirama, Bom Jesus, Santa Maria e Rio Sono, educando centenas de crianças para preservar e amar o meio ambiente. Hoje somos considerados referências no meio ambiente estadual, exemplo de trabalho voluntário que luta por um mundo melhor.

Contrariando algumas falácias, se a Praça Ecológica existe de fato, ele se chama Amigos do Meio Ambiente. Só para lembrar.

 

As lições de um anjo, uma semana depois...

A morte do pequeno Lucas França, de apenas sete anos de idade, no último dia 19 de fevereiro, causou grande comoção em Pedro Afonso e região, e levantou sérias questões sobre os momentos que antecederam o drama; o viés propriamente dito da tragédia; o socorro às vitimas; a remoção para Palmas; a perícia no local e o inicio das investigações que buscam um culpado em potencial, para o desfecho de um acontecimento que certamente ficará para as recordações nostálgicas de 2014 na memória local.

De quem foi a culpa? Muitos questionamentos que ainda aguardam respostas foram levantados pela comunidade e pela investigação do caso, ora atribuindo a culpa ao motorista do caminhão que fugiu do local sem prestar socorro às vitimas, ou ao excesso de passageiro no carro da Secretaria Municipal de Saúde, uma vez que era impossível a utilização do cinto de segurança por todos, o que poderia ter minimizado o dano aos passageiros segundo conclusões já esclarecidas da tragédia.

Aqui não cabe apontar A ou B como culpados, pois existem profissionais técnicos para periciar a fatalidade e realizar as investigações complementares, e a justiça pra julgar e tentar restabelecer o dano, se é que a vida perdida, os traumas ocasionados, a dor de uma mãe e de um pai que perderam o único e amado filho, o sofrimento físico e psicológico das vitimas, são de valor incalculável e impagável.

Um dia após o acidente encontrei o pai da criança, o funcionário público municipal da saúde, Dalci. Ele estava inconsolável na rua onde foi criado e residiu grande parte da sua vida. Na calçada da residência ele chorava a morte do único filho, onde era consolado por familiares e amigos.

Segundo o pai de Lucas, ele era considerado o “tesouro da família, o bem mais precioso de suas vidas”.

Percebi o quanto é imensurável a dor do pai e de uma mãe diante da perca de um filho, mas ao mesmo tempo o pai demonstrava força ao afirmar que todo dia falava que amava o filho. “Luquinha o papai ama você”, era uma afirmação recorrente na relação afetiva que o pai estabeleceu com o filho, e a lembrança que confortava ele durante o emocionante relato naquela cinzenta manhã de quinta-feira, 20, um dia após o sepultamento do filho.

Outra lição da tragédia foi a união das pessoas no adeus final a criança. A família teve enormes demonstrações de carinho e apoio de todos os segmentos da comunidade pedroafonsina, principalmente da Igreja Batista, da equipe municipal da saúde e educação, meio social e profissional que faziam parte da rotina de vida dos pais de Lucas.
O apoio dado à família pela comunidade deixou claro pra todos nós o quão importante são os grupos de apoio em nossas vidas. Certamente foi o apoio e a união destes segmentos que ajudaram a fortalecer os familiares num momento de extrema dor.

Não faltaram lágrimas, pesar, abraços, consolo, apoio institucional e da comunidade durante as despedidas finais na Igreja Batista.

Durante uma semana a comunidade parou para debater a tragédia e para a gigantesca despedida na Igreja Batista. Agora as investigações prosseguem e a comunidade acompanhará os próximos capítulos desta história que ainda é obscura em muitos aspectos.

Para a família, principalmente para os pais, resta conviver com a dor da saudade, a lembrança encantadora da doçura de uma criança que Deus os presenteou há sete anos, e que viveu uma história de amor que só uma mãe e um pai podem compreender e guardar no coração, para sempre.

Há exatamente uma semana o anjo Luquinha desapareceu no ponto mais azul do céu pedroafosino, que hoje é o mais azul de todos.


 

Os blocos e o crescimento do carnaval pedraofonsino

É impressionante como a cada ano, o carnaval pedroafonsino vem crescendo em repercussão, organização e, principalmente em número de foliões, e se firmando como um dos eventos culturais festivos mais importantes da região Centro-Norte do Estado do Tocantins, neste período.

Sempre quando vamos redigir o momento presente dos acontecimentos, fatos e eventos, é imprescindível que rememoramos a história prévia que alicerçou a atualidade, e a evolução cultural constante nos processos da humanidade, a fim de que possamos entender o importante movimento histórico do qual estamos inseridos.

Sempre ouvi falar que até final dos anos 90, os memoráveis bailes de carnaval eram celebrados no tradicional Bancrévea Clube com as famosas machinhas carnavalescas que embalaram lembranças, corações e marcaram época para os saudosistas, de acordo relatos orais e a historiografia escrita que tive acesso na reconstrução histórica do nosso carnaval.

A partir dos anos de 2001 a 2008, o carnaval de Pedro Afonso apresentou um considerável avanço, saiu do clube e foi para as ruas, com grandes shows artísticos e com desfiles das agremiações pelas avenidas centrais da cidade, com destaque para o Maracangalha e Unidos pela Barroca que encantaram a cidade, e representaram a rivalidade daqueles anos.

Em 2009, deu inicio aos já tradicionais blocos carnavalescos, processo que se ampliam a cada ano. O Furacão Elétrico representou este momento de crescimento do nosso carnaval, sendo o primeiro bloco organizado na Praça Coronel Lysias Rodrigues, que reuniu um grande contingente de amigos e adeptos para celebrar a festa carnavalesca, sendo referência desta mudança em nosso carnaval.

Em 2013 houve a significativa ampliação do número de blocos e neste ano o carnaval pedroafonsino terá cinco grandes blocos: Furacão Elétrico, Skol Folia, Esfola, Os Perdidão e Me Acha que eu te pego. Em média, os organizadores esperam receber 300 foliões em cada um dos blocos, com estrutura de tendas espaçosas e diversificada opções, que em nada deixa a desejar aos grandes carnavais do Tocantins. Deste modo, confere ao carnaval pedroafonsino uma enorme visibilidade, ajudando a impulsionar o turismo e economia da cidade.

Tenho observado também que o poder público municipal tem investido na ampla divulgação das atrações musicais para atrair visitantes, com outdoors espalhados em locais estratégicos ao longo de rodovias importantes do Estado, como a Belém-Brasilia e a TO – 342, importante rodovia de ligação a Palmas, e se utilizado também dos meios midiáticos diversos para a publicidade do evento, como os jornais e sites regionais e estaduais.

O período carnavalesco se aproxima, espero que a comunidade local e visitantes possam usufruir imensamente da estrutura crescente a cada ano, com segurança, responsabilidade e muita alegria. Que seja o carnaval da família pedroafonsina e dos demais visitantes, desta amada terra de Frei Rafael de Taggia.
 

Descaracterização da memória arquitetônica de Pedro Afonso

12/02/2014 11h31 - Atualizado em 17/02/2014 13h52

Fabricio Rocha

Tenho observado ultimamente com preocupação, a descaracterização sofrida pelo patrimônio arquitetônico do centro histórico de Pedro Afonso, principalmente das ruas Barão do Rio Branco e Anhanguera, que formaram o primeiro núcleo urbano da cidade, e que guardam grande parte da memória local através dos seus casarões centenários. A cada dia com menos exemplares, quer sejam demolidos, ou alterados com reformas grosseiras que tiram a originalidade, apagando a história do nosso povo.
A garantia a memória é um direito humano reconhecido universalmente, permitindo que o passado interaja com o presente, transmitindo conhecimento e formando a identidade de um povo.

Em Pedro Afonso o conceito de memória precisa ser impregnado na preservação do nosso patrimônio arquitetônico, provocado preferencialmente pela sociedade civil, e legitimada pelo poder público através de legislação especifica que trabalhe o tombamento do conjunto, ou mesmo de exemplares individuais que pela sua importância precisam ser preservados, para contar a história da nossa cidade centenária, um dos berços culturais do Estado do Tocantins.

Na Rua Barão do Rio Branco as duas primeiras igrejas da cidade, elementos importantíssimos da memória local, passaram por grandes alterações na sua estrutura, acarretando percas em suas características nos últimos anos, através de reformas sem nenhuma preocupação com a preservação do patrimônio histórico e cultural.

A Igreja Matriz substituiu elementos vazados por vitrais, alterando completamente a caracterização da sua arquitetura lateral, já a Igreja Batista recentemente derrubou o belo muro que continha vários detalhes em figuras artísticas, comprometendo seriamente as formas de arte expressadas pelos construtores e idealizadores da época.
Da Igreja Batista ainda, anos antes a casa pastoral, uma das mais esplêndidas construções da Rua Anhanguera, foi destruída toda a fachada, alterando drasticamente todo o conjunto arquitetônico da rua, privando gerações futuras de contemplar um importante capítulo da nossa história.

Nas ruas do centro histórico é comum visualizar vários casarões em ruínas, sendo demolidos, e desfigurados a todo instante sem nenhuma intervenção da sociedade, ou mesmo do poder público. A nossa história morre em cada porta e janela de madeira substituída pela febre do momento, os ‘blindex”, a cada demolição rotineira, e abandono tão comum dos nossos casarões na atualidade.

Devemos nos conscientizar que a destruição dos bens herdados das gerações passadas acarreta o rompimento da corrente do conhecimento, levando-nos a repetir incessantemente experiências já vividas. Atualmente, a importância da preservação ganha novo foco, decorrente da necessária consciência de diminuirmos o impacto sobre o ambiente, provocado pela produção de bens.

O tombamento da nossa arquitetura histórica seria a garantia da preservação dos bens culturais, da memória coletiva e, consequentemente, da identidade cultural dos grupos sociais pedroafonsinos.

É uma medida legal conveniente e segura, particularmente em relação a bens ameaçados pela descaracterização, destruição e pela especulação imobiliária. Ter sua história preservada, através de bens importantes, pode vir a incrementar o turismo local. Em termos de sustentabilidade, é uma conquista relevante.

Por isso a necessidade emergencial de repensarmos nossas ações contra, e a favor da nossa memória local, antes que seja tarde demais.