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Moradores de rea invadida perto da Portelinha foram orientados a no continuar com obras, afirma Canavieiras

31/03/2014 17h53 - Atualizado em 01/04/2014 10h07
Moradores de rea invadida perto da Portelinha foram orientados a no continuar com obras, afirma Canavieiras
Divulgao

Rafaela Mazzola e Fred Alves

A empresa Canavieiras enviou nota de esclarecimento na tarde desta segunda, 31 de março, em que responde acusações de moradores de que o empreendimento teria determinado a demolição de casas, cercas e plantações sem aviso prévio na madrugada do domingo, 30 de março, em  uma área próxima ao Setor Portelinha, em Pedro Afonso.

As pessoas residem em uma área invadida e tem construções ao lado do Loteamento Canavieiras, denominado pelos moradores como Setor Canadá. O Grupo Saudibras é proprietário da área.

O CNN publicou uma matéria sobre o acontecimento na noite deste domingo. Acesse aqui

Além da nota a empresa enviou um relatório de atividades (confira aqui) sobre o acontecimento, que consta imagens de satélite das áreas que sofreram intervenção e fotos do que foi mantido e do que foi demolido no local.

No texto a empresa assegura que adotou e tomou as providências legais e cabíveis para conter danos a seu patrimônio em face da invasão e que teria promovido duas reuniões, em janeiro e em fevereiro deste ano, com os “invasores residentes”, assim chamados pela empresa Canavieiras.

O empreendimento informa ainda, que diante do cenário pós-reunião a empresa realizou a demolição dos barracos não habitados, cercas e baldrames em estágio inicial.
Consta no relatório que por volta das 17h do último sábado, 30, após a chuva, o equipamento que patrolava e roçava vias próximas a área, sofreu uma pane com a quebra de uma correia e atolou.

Segundo a empresa, no mesmo dia, às 23h30, com o a troca da peça e o auxilio de outro equipamento a máquina foi retirada. Então teve início a remoção das cercas e a derrubada dos baldrames que haviam sido notificados em reunião com os invasores realizada em fevereiro na casa da uma pessoa identificada como Dª Roseli, e que continuaram com a construção. Contudo, as casas que possuíam o ânimo de residência e/ou estágio avançado de construção foram preservadas, conforme o relatório enviado.

A Canavieiras informou também que após a última reunião houve movimentação construtiva no empreendimento já que circulou a informação que haveria indenização para proprietários de obras já construídas. Todas as ruas foram abertas e a roçagem executada ao longo das vias e em áreas de fácil acesso, consta no relatório.

Também foi informado que o serviço foi paralisado em virtude da falta de segurança pelo advento de ameaças vindas de homens em motocicletas que se apresentavam como proprietários de lotes na área.

“Por fim reafirmamos nosso compromisso com a legalidade e os princípios constitucionais que repelem a grilagem de propriedade e desautorizam o individuo que confronta o legitimo estado de direito promovendo a anarquia que é típica quando da ausência de posturas legais diante uma agressão ou dano ao patrimônio”, diz a nota que pode ser conferida na integra logo abaixo.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Pedro Afonso – TO, 31 de março de 2014.


A empresa Canavieiras comunica ao publico em geral e em especial a imprensa que adotou e tomou todas as providências legais e cabíveis para conter maiores danos a seu patrimônio em face a invasão constatada.

Na data de 05/01/2014 houve a 1° reunião com a presença de 13 invasores residentes. Que pela 2° vez, em 17/02/2014, a empresa promoveu ampla discussão em uma reunião com aproximadamente 20 invasores que possuem ânimo de moradia no local, esclarecendo que os mesmo terão preferência no novo empreendimento e a orientação de não mais darem continuidade nas obras. Na ocasião foram retirados cercas e barracos que serviam como ponto de consumo de drogas, além da fixação placas informativas quanto à propriedade e legislação vigente ao longo do perímetro da área.

Passados 40 dias da reunião, em prol da comunidade e interesses da empresa, legalmente tomamos a iniciativa em roçar os lotes, melhorar as condições de trafegabilidade das vias internas e de repelir a expansão que se apresentava com o inicio do levante de mais 8 construção e a remarcação ilegal de mais de 32 lotes, sendo 5 já com materiais de construção depositados. Diante deste cenário, pós-reunião (05/01 e 17/02), procedemos com a demolição dos barracos não habitados, cercas e baldrames em estágio inicial.

Por fim reafirmamos nosso compromisso com a legalidade e os princípios constitucionais que repelem a grilagem de propriedade e desautorizam o individuo que confronta o legitimo estado de direito promovendo a anarquia que é típica quando da ausência de posturas legais diante uma agressão ou dano ao patrimônio.

Atenciosamente,


LOTEAMENTO CANAVIEIRAS