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Segurança e Justiça

FRUSTRAÇÃO

Único escrivão nomeado para trabalhar em Itacajá é cedido para o Judiciário

17/06/2017 10h21 - Atualizado em 22/06/2017 16h42

Da Redação

A cessão de um profissional que iria reforçar o efetivo da 11ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC), com sede em Pedro Afonso, causou revolta de policiais que atuam na região e do sindicato que representa a categoria.

No final da primeira quinzena deste mês, a 11ª DRPC recebeu um delegado e quatro escrivães de polícia. Os cinco profissionais se juntaram a dois agentes de polícia que retornaram ao município recentemente, após serem cedidos ao sistema prisional.

Depois da boa notícia da chegada de reforço policial veio a frustração, pois um dos dois profissionais, um escrivão, que iriam atuar no município de Itacajá foi cedido para o Poder Judiciário, pelo período de 16 de junho a 31 de dezembro.

Ele nem chegou a trabalhar em Itacajá. Com isso, o município continua com quatro policiais plantonistas e um delegado, mas sem escrivão.

A cessão do escrivão ao Poder Judiciário ao Tribunal de Justiça causou revolta entre policiais civis que atuam na região, que sofre com o baixo efetivo.

“Aqui já tem poucos policiais e ainda cedem um que vinha reforçar o trabalho. Quem perde é a sociedade”, comentou um policial civil, que preferiu não ter o nome exposto.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (Sinpol-TO), Ubiratan Rebello, também comentou a situação. O sindicalista afirma que apesar de não ser proibida, a conduta realizada pelo Governo do Estado desrespeita os policiais que já trabalham na região e que sofrem diariamente com a falta de efetivo. “Não é ilegal, mas é imoral essa conduta, pois há uma necessidade de efetivo para ser lotado e quando temos essa destinação os mesmos são cedidos para trabalhar em outros órgãos”, frisou.

Ainda segundo Ubiratan, a cessão de policiais poderia ocorrer como troca de experiência, através de um termo de cooperação técnica entre os órgãos, mas que não é o caso no momento devido à falta de efetivo. “É normal fazer cessão como cooperação técnica, quando o policial já tem experiência e pode contribuir com o outro órgão, mas foram nomeados apenas um terço dos aprovados no concurso e, neste caso, o único escrivão que chega é destinado a ir para outro órgão. Isso é um desrespeito ao trabalho da Polícia Civil”, ressalta o sindicalista.

De acordo o sindicalista, o Sinpol vai se reunir com a equipe da Secretaria de Segurança Pública do Estado para discutir a situação da falta de efetivo policial nos municípios e também sobre a situação do escrivão cedido. “Iremos cobrar que ele retorne ao local em que foi lotado, se há necessidade de outro órgão, que este realize concurso, ou que seja nomeado pelo Estado mais pessoas do concurso. Caso não tenha uma resposta ingressaremos com as medidas judiciais cabíveis, pois não podemos sacrificar os outros policiais”, completou.

A redação do Portal CNN entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Tocantins, mas até o fechando desta matéria não obteve resposta.
 

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