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Homem monitorado por tornozeleira eletrônica é preso após furtar hospital em Pedro Afonso

12/07/2017 10h31
Homem monitorado por tornozeleira eletrônica é preso após furtar hospital em Pedro Afonso Hospital Regional de Pedro Afonso teve vários furtos nos últimos dias

Da Redação

Um homem de 23 anos, que não teve o nome divulgado, foi preso na segunda-feira, por volta das 11 horas da manhã, acusado de furtar um aparelho celular dentro das dependências do Hospital Regional de Pedro Afonso (HRPA). Testemunhas relatam que esse não teria sido o primeiro furto praticado pelo rapaz na unidade hospitalar nos últimos dias. 

Segundo o 3º Batalhão da Polícia Militar (PM), responsável pela prisão, o suspeito era monitorado por tornozeleira eletrônica.

O rapaz foi abordado na passarela Modesto e Rosária Sales, que liga Pedro Afonso ao município de Bom Jesus do Tocantins, confessou o furto no HRPA e afirmou que o aparelho celular havia sido vendido pelo valor de R$ 50,00.

Furtos ao hospital

Nesta semana, a redação do Portal CNN recebeu denúncias de frequentes furtos ocorridos nas alas do Hospital Regional de Pedro Afonso (HRPA). Conforme os relatos, celulares de pacientes e também de funcionários da unidade estariam sendo levados durante a madrugada.

A enfermeira Luciane Mirlei Sinigagli, que teve o celular furtado, contou ao Portal CNN a forma como o bandido agia. Após ter o celular furtado, durante o repouso, ela percebeu que a janela do corredor havia sido violada.

 “Foi menos de meia hora, eu dei falta do celular e fui verificar quando percebi que a tela da janela do corredor estava solta. Foi por onde ele entrou, mesmo com todos os funcionários ali. Ele tirava o parafuso das telas de proteção e entrava por baixo da janela dos quartos que não tinham pacientes ou pelo corredor, e passava nos quartos onde pessoas estavam dormindo e furtava os celulares”, relata.

Ainda de acordo a enfermeira, os frequentes casos de furtos estavam gerando desavenças entre pacientes, acompanhantes e a equipe de técnica do hospital, pois acusações da autoria do crime eram direcionadas aos funcionários. “As pessoas estavam achando que eram os funcionários, pois a gente entrava nos quartos, mas depois o marginal entrava e eles não viam. Alguns dos pacientes e acompanhantes chegaram a culpar nós funcionários”, afirmou a enfermeira.

Tornozeleiras

Adotadas pela primeira vez no final de junho pela Comarca de Pedro Afonso, o sistema de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento dos detentos de Pedro Afonso e região seria uma das alternativas para reduzir a lotação nas cadeias públicas. Ao todo três detentos iniciaram o uso dos equipamentos.

Entre os critérios analisados pelo juiz Milton Lamenha de Siqueira, responsável pela determinação de que os detentos cumprissem penas através da utilização da tornozeleiras, estava o fato de serem réus primários, possuírem endereço fixo, além dos crimes cometidos pelos detentos não terem sido cometidos com uso de violência.

Segundo o juiz informou na época da adoção do sistema, caso o detento violasse a tornozeleira eletrônica e fosse localizado fora do perímetro autorizado, em horário vedado pela justiça, voltaria a prisão para cumprir pena em regime fechado








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