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Educação e Cultura

MOBILIZAÇÃO

Professores protestam contra reforma da previdência

19/02/2018 18h09 - Atualizado em 20/02/2018 14h57

“Queremos aposentar antes de morrer”. Esse foi o lema adotado pelos professores da Escola Estadual Ana Amorim, em Pedro Afonso, durante a manhã desta segunda-feira, 19. A expressão, que vem sendo usada em todo o país, faz parte do movimento nacional de paralisação contra a proposta que prevê a reformulação da previdência social.

Com as aulas paralisadas e usando faixas com palavras de ordem, professores efetivos da unidade escolar realizaram manifestação em frente à escola. A representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet) em Pedro Afonso, Núcya Tavares Queiroz, que também é presidente do Servidores Públicos em Educação do Município de Pedro Afonso (Sisempa), disse que a mobilização teve o objetivo de chamar a atenção para arbitrariedade da proposta que muda as regras da aposentadoria. “Estamos aqui para tentar mudar o cenário em que o país se encontra. Infelizmente nem todos tem essa coragem de lutar pelos seus direitos, mas hoje nós queremos chamar atenção para algo que é preocupante”, ressaltou.

Ainda segundo Núcya, em Pedro Afonso, apenas a Escola Ana Amorim aderiu ao protesto. “Sabemos que o nosso estado e nosso país vivem de retaliações e a maioria dos servidores do estado são contratados, o que impacta em nossas manifestações, em nossos gritos”, lamentou.

Já a professora Liege Segatto revelou que a medida do governo, que aumenta os anos de contribuição e a idade mínima para se afastar, prejudica a vida de diversos trabalhadores e, sobretudos, os professores. “Ser professor, apesar de não receber insalubridade, é um trabalho bem desgastante, são cerca de 40 alunos dentro da sala de aula, ter que trabalhar por mais de 25 ou 30 anos é algo difícil”, revelou.

A educadora destacou ainda o impacto da medida dentro da sala de aula. “Temos colegas que já atingiram a idade e o tempo de contribuição e vemos a dificuldade que é se manter em atividade. Hoje em dia, já sofremos com violência verbal, psicológica e física, imagina tendo que trabalhar por mais tempo”, reforçou a professora.

O recado das professoras da Escoa Ana Amorim aos brasileiros é que o país não vai mudar se todos não fizerem sua parte. “Enquanto estivermos nessa inércia e passividade, a política do Brasil não vai mudar”, frisou Núcya. “Nós estamos fazendo a nossa parte, por menor que seja, mas estamos buscando nossos direitos”, completou Liege.


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