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MARCAS DE 2017

Dirigentes da Acipa e da Coapa avaliam comportamento da economia

31/12/2017 16h30 - Atualizado em 21/01/2018 09h37
Dirigentes da Acipa e da Coapa avaliam comportamento da economia Produção de soja é um dos sustentáculos da economia de Pedro Afonso

Reportagem: Henrique Lopes

Em 2017, a instabilidade política, com destaque para as diversas denúncias de corrupção, afetou a economia que marcou negativamente diversos setores. Do pequeno empresário às grandes empresas, o impacto foi visível.

Para avaliar o ano de 2017 do ponto de vista econômico, a reportagem do Portal CNN ouviu a presidente da Associação Comercial e Industrial de Pedro Afonso (Acipa), Marivalda Santiago, e o presidente da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins e do Sistema OCB/Sescoop-TO, Ricardo Khouri.

Para Marivalda Santiago, o ano que passou foi de obstáculos para o comércio, pois a crise política e econômica resultou em um efeito cascata que atingiu, principalmente, os micro e pequenos investidores. “A maioria das pessoas continuou a comprar apenas o essencial, como uma medida de segurança financeira. Desta forma, as empresas tiveram que reduzir o quadro de funcionários e investiram muito pouco por medo de não terem retorno, e isso foi bastante ruim para o comércio”, explicou.

Entretanto, no ano que a Associação Comercial e Industrial de Pedro Afonso foi reativada e voltou a ganhar força dentro do município, Marivalda destacou que quem apostou no diferencial e correu o risco de investir, colheu bons frutos. “Quem realmente teve a coragem de oferecer serviços e produtos diferenciados ao cliente e investir nesse momento de crise, teve resultados positivos, mas infelizmente foram poucos aqui em Pedro Afonso”, ponderou a dirigente.

Um dos fatos que marcaram o ano de 2017 foi o assalto ao Banco do Brasil de Pedro Afonso, ocorrido em março e que deixou clientes sem os serviços básicos. Sobre o tema, a presidente da Acipa disse que a crise dos bancos criada pelos inúmeros assaltos que atingiram diversas cidades, acabou gerando um cenário difícil para as empresas. “Nós tivemos e temos uma crise dos bancos, mas o comércio focou tanto no problema e isso acabou gerando algo ainda mais negativo, como se esse fosse o único problema enfrentado pelo comércio da nossa cidade e não se pensou em soluções para esse cenário”, afirmou.

Para o ano de 2018, Marivalda Santiago acredita que a economia deva apresentar uma melhora e aposta na mudança do pensamento dos empresários como forma de garantir o sucesso das empresas. “Os empresários e comerciantes têm que acreditar na mudança da economia, pois isso também vem deles. A mudança do mercado começa pelo próprio mercado, de dentro para fora, se acreditarmos em nosso potencial podemos aquecer a economia”, completou.

Expansão da produção 

A base da economia de Pedro Afonso e região está nos setores de agricultura e pecuária. Em 2017, especificamente na agricultura, uma colheita de grãos, sobretudo de soja, medianamente satisfatória marcou uma pequena melhora dos números em relação ao ano anterior, mas ainda deixou a desejar, como afirmou o presidente da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins, Ricardo Khouri. “Não foi uma colheita melhor devido a um pequeno veranico ocorrido na transição do ano de 2016 para 2017, que fez com que os índices de produtividade não alcançassem os seus níveis máximos”.

Outro fato que deixou uma marca negativa foi a operação “Carne Fraca" deflagrada pela Polícia Federal em março com o objetivo de apurar o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema criminoso de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. “Foi uma operação desastrosa para o agronegócio, pois não afetou somente o fornecimento e a produção de carnes, mas todo o fornecimento de grãos para a composição de ração, principalmente farelo de soja, milho e sorgo. Houve uma incerteza muito grande, isso foi um fato negativo que deixou marcado o ano de 2017”, completou o presidente da Coapa.

Nos aspectos positivos do ano que passou, Ricardo Khouri lembrou que a produção tocantinense ganhou mais notoriedade no cenário nacional. “Houve uma expansão que colocou o estado do Tocantins como o principal produtor de grãos da região norte do país. Isso se consolidou na safra 2016/2017, fazendo com que o estado fosse inserido no mapa da produção de grãos nacional”, comemorou. 


 

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