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Política

PRÉ-CANDIDATO

Em Pedro Afonso, Márlon Reis garante que não abre mão de concorrer ao Palácio Araguaia

19/01/2018 16h52 - Atualizado em 21/01/2018 09h35
Em Pedro Afonso, Márlon Reis garante que não abre mão de concorrer ao Palácio Araguaia Allez Queiroz, Márlon Reis e Fred Alves

Henrique Lopes

Visitando Pedro Afonso para realizar a primeira edição do projeto “Diálogos do Tocantins” e iniciando oficialmente sua pré-campanha a governador do Tocantins, Márlon Reis (Rede Sustentabilidade) concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Fred Alves na manhã da sexta-feira, 19.

Durante o bate-papo no programa “Super Manhã”, apresentado pelo radialista Allef Queiroz, na rádio comunitária Vale do Tocantins FM, o ex-juiz de direito, que é natural de Pedro Afonso, falou sobre os preparativos para a corrida eleitoral, além das perspectivas e do cenário político do estado.

Ele explicou que o objetivo do projeto “Diálogos do Tocantins”, que percorrerá os 139 municípios tocantinenses, é conhecer as demandas da população e dialogar sobre as ações em prol da melhoria do estado “Queremos aprender com a realidade local, ouvir as demandas específicas de cada município para que possamos criar um planejamento estratégico de grande qualidade para o estado”, frisou.

Militante dos movimentos contra a corrupção e um dos criadores da Lei da Ficha Limpa, o ex-juiz afirmou que é necessário mudar forma de se fazer política. “Nós temos um desgaste de determinados padrões políticos, onde as pessoas não acreditam mais em como ela vem sendo realizada no plano estadual, mas ao mesmo tempo o Tocantins tem uma receptividade imensa para novas ideias e novos nomes”, destacou o pedroafonsino.

Ainda segundo Márlon Reis, há um número grande de tocantinenses apoiando de forma voluntária a sua pré-candidatura. Para ele, é necessário criar vínculos com a população para abolir a ideia de que a política é algo ruim. “Não podemos demonizar a política, pois ela é à base da nossa vida. É o que define a qualidade dos serviços públicos, como saúde e educação. Sendo assim, não podemos desistir da política, mas devemos participar efetivamente do processo”, afirmou.

Críticas
De acordo o pré-candidato, que já percorreu 20 cidades tocantinenses ouvindo as demandas da população, uma das principais queixas vem dos servidores públicos estaduais. Márlon Reis relatou que a crise de integridade e honestidade da gestão pública está levando os servidores a um quadro de desespero.

“Os servidores se queixam sobre a má gestão governamental e da falta de cumprimento dos direitos, que não são minimamente observados. Sofrem também com os riscos de ficarem sem aposentadoria, devido o rombo do Instituto de Gestão Previdenciária [Igeprev]”, detalhou.

Outro fator destacado pelo representante do Rede Sustentabilidade é o desemprego. “O Tocantins é um estado rico por natureza, solo fértil de norte a sul, nós podemos atrair para cá a agroindústria, por que vendemos os grãos sem processar, agregando assim maior valor aos produtos e gerando mais empregos às pessoas”, argumentou.

Para ele, o estado tem um nível de produção primário que, apesar do esforço dos agricultores, necessita de incentivo do governo para incentivar o processo agroindustrial e a geração de emprego e renda.

Caminhada política
Questionado por um ouvinte sobre a possibilidade de somar forças com grupos políticos tradicionais, Márlon Reis enfatizou que não abrirá mão de concorrer ao Palácio  Araguaia. “Isso não envolve apenas bandeiras políticas, mas uma causa pessoal para mim. Eu sou candidato ao Governo do Estado, não estou aberto a negociações e estarei em campanha até o último dia, em busca da vitória”, ressaltou.

Para Márlon Reis, esse será um “desafio gigantesco”, mas de importância ímpar na sua história. “Eu fui juiz por 20 anos no Maranhão e pedi demissão para voltar ao meu estado e brigar pelo povo da minha terra”, declarou o pedroafonsino.

Ainda segundo o ex-magistrado, um dos responsáveis por uma das leis que mais impactaram o cenário político nacional nos últimos anos, o Brasil passará por uma renovação e o Tocantins deve seguir essa tendência. “Nunca os políticos tradicionais foram tão questionados e isso vai gerar uma revolução nas eleições de 2018. Eu quero capitanear o Tocantins em sintonia com o Brasil nesta luta pela renovação dos costumes políticos”, completou.

  

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