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PREJUÍZOS

Greve dos caminhoneiros continua e causa impactos na economia de Pedro Afonso

25/05/2018 14h44 - Atualizado em 28/05/2018 11h32
Greve dos caminhoneiros continua e causa impactos na economia de Pedro Afonso Caminhoneiros bloqueiam BR-235 em Pedro Afonso

Henrique Lopes


Apesar do anúncio do presidente Michel Temer do acordo com os caminhoneiros que colocaria fim à greve que já dura cinco dias, os manifestantes de Pedro Afonso afirmam que manterão a posição até que as demandas sejam realmente atendidas pelo governo. Conforme os organizadores da mobilização em Pedro Afonso, cerca de 130 caminhoneiros permanecem participando da manifestação na entrada da cidade nesta sexta-feira, 25.

A paralização dos caminhoneiros, que atinge 20 estados brasileiros, com fechamento de diversas rodovias, já apresenta fortes impactos na no comércio. Em Pedro Afonso, o reflexo da mobilização, que acontece no quilômetro 164 da BR-235, próximo à ponte Leôncio Miranda, sobre o rio Tocantins, entre Pedro Afonso e Tupirama, já é notório no comércio e, principalmente, para os produtores rurais da região.

O gerente comercial da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa), Nelzivan Carvalho Neves, informou que a soja da Safra 2017/2018, que deveria ser transportada até outras áreas de distribuição, está parada no armazém de Pedro Afonso. “São mais de 1600 toneladas de grãos parados. Tínhamos até essa tarde 48 caminhões que não podem transporta as cargas. Está ficando no armazém o volume que já deveria ser expedido, isso causa um impacto negativo nas contas, pois o produtor não tem liquidez do seu produto”, explicou nesta sexta-feira, 25.

Empresas do ramo de hortifrutigranjeiros também foram atingidas, como contou a empresária Poliane Silva. “Não conseguimos receber mercadoria essa semana. O que recebemos só deu para suprir a demanda das unidades hospitalares”, relatou, ressaltando que teve prejuízos financeiros. “A mercadoria que comprei, mesmo não sendo entregue, pois se perdeu no meio do caminho, devido as paralisações, eu terei que pagar. Além dos impactos aos consumidores, que ficam sem os produtos”, completou.
Já a falta de combustível é uma das preocupações de motoristas, motociclistas e também dos proprietários de postos. Em Tupirama, desde o segundo dia de greve, não há combustível no único posto da cidade.

Dono de um dos quatros postos de combustíveis de Pedro Afonso, o empresário Emerson José Meneguetti disse que o combustível disponível no seu posto é suficiente apenas para os próximos dois dias. “Combustível que tem é pouco, o último carregamento que consegui foi no sábado e deve acabar, pois mesmo tendo estocado bastante, há muitas filas para abastecer”.

Emerson contouainda que com a escassez de combustível em outras cidades, pessoas estão se deslocando a Pedro Afonso para abastecer. “Pessoal do Guaraí, que já não tem mais gasolina, está vindo abastecer em Pedro Afonso”, afirmou.

Mobilização

Um trecho da TO-010, a cerca de um quilômetro da entrada da cidade de Santa Maria do Tocantins, também foi interditado por caminhoneiros e produtores rurais da região. O número de manifestantes no local não foi divulgado.

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