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PREOCUPAÇÃO

Polícias Militar e Civil reforçam segurança em escolas de Pedro Afonso após ameaça de ataques

29/03/2019 14h18 - Atualizado em 11/04/2019 09h12
Polícias Militar e Civil reforçam segurança em escolas de Pedro Afonso após ameaça de ataques Polícia acompanha atividades em escolas por todo o município

Henrique Lopes

Mensagens instantâneas divulgadas pelo aplicativo WhatsApp causaram pânico e deixaram as escolas de Pedro Afonso em estado de alerta no dia 29 de março.

Diversos áudios sobre possíveis ataques às Escolas Estaduais Comendador Pádua Fleury e Ana Amorim, que seriam realizados na sexta-feira, foram compartilhados por diversas pessoas em vários grupos. Em um dos áudios uma jovem avisa uma amiga de um suposto ataque que seria efetuado nas escolas, que juntas reúnem cerca de 1.000 alunos, tendo como fundamento um relato de ex-aluno da Escola Ana Amorim, não identificado.

Outra conversa viralizada nas redes sociais diz que a história surgiu através da mãe de aluno do Pádua Fleury, que foi informada por outra mãe de estudante do Ana Amorim. “A história original é que na sexta-feira um aluno iria tocar o terror na escola”, diz um trecho da conversa.

Com receio da veracidade das informações, muitos pais preferiram não deixar os filhos irem à escola nesta sexta-feira. Todas as escolas, apesar do número de alunos reduzido, mantiveram as aulas normalmente pela manhã. Na rede municipal de ensino, onde a programação contava com a culminância dos projetos referentes a Semana da Água, alguns pais acompanharam os filhos para realizar apresentações, mas retornaram com eles para casa logo depois.

Na tarde da sexta-feira, já estava programado que não haveria aula, pois uma reunião de trabalho estava agendada. Na Escola Ana Amorim as atividades aconteceram normalmente.

Clima tenso
Segundo a diretora da Escola Comendador Pádua Fleury, Rosemeire Cunha Lima dos Reis, o clima pela manhã foi de tensão e os educadores atuaram para tentar acalmar pais e alunos. “Muitos dos nossos alunos não vieram às aulas, mas estamos trabalhando normalmente. A polícia esteve na escola, está acompanhando a equipe escolar e agora buscamos uma forma de tranquilizar os alunos que estão aqui”, destacou.

Já a diretora da Escola Ana Amorim, Maria Francisca Coelho Martins, revelou que os pais foram até a escola preocupados com a situação e alguns não deixaram os filhos permanecerem durante a aula. “Tivemos crianças chorando, pois não queriam ficaar na escola, e pais que buscaram os filhos e que vieram acompanhar, pois estavam com medo. Mas como em todas as escolas, as Polícias Militar e Civil estão acompanhando a situação e não tem motivos para pânico”, frisou.

Uma mãe que preferiu não se identificar disse que ficou apavorada com as mensagens. “A gente não pode descartar qualquer possibilidade, então é melhor levar o meu filho para casa do que acontecer qualquer coisa, por mais que veja que todos estão mobilizados pela segurança dos alunos”, declarou.

Polícia faz monitoramento
Em entrevista exclusiva ao Portal CNN, o comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, major Carlos Magno, todas as escolas contaram com equipes policiais pela manhã e tarde. “Ficamos todos sobre alerta, pois ainda não sabemos até que ponto as informações divulgadas são verdadeiras, então trabalhamos com prevenção. Todas as escolas estão com equipes das Polícias Militar e Civil e vamos intensificar essa atuação nas escolas a partir de agora como prioridade”, afirmou Magno.

Além das oito escolas de Pedro Afonso, equipes da Polícia Militar e Polícia Civil também efetuaram visitas e acompanhamento das escolas em Bom Jesus do Tocantins. Policiais que estavam de folga se mobilizaram e foram até as unidades de ensino, sem uniforme, para garantir a segurança dos alunos.

Já o delegado da Polícia Civil Bernardo José Rocha Pinto revelou com exclusividade ao Portal CNN que as informações sobre o suposto atentado chegaram ainda no dia 27 de março, e que desde então estão sendo monitoradas. “Ainda não temos nenhuma informação sobre a autoria ou de quem teria intenção de realizar os atentados, mas estamos investigando para achar os possíveis autores e caso exista eles serão punidos”, relatou.

Ainda segundo o delegado, o momento atual é de acalmar a comunidade. “Todas as polícias estão unidas para garantir essa segurança, não é um momento de pânico, precisamos ter calma”, completou.
 

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