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PRECISO CUIDADO

TO lidera ranking nacional da dengue

27/03/2019 08h08 - Atualizado em 27/03/2019 20h56

Os tocantinenses devem redobrar o seu cuidado com a proliferação do mosquito Aedes aegypti, principalmente neste período chuvoso. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde na segunda-feira, 25, mostram que o estado atingiu uma média de 602,9 casos/100 mil habitantes, liderando o ranking nacional.

O Ministério da Saúde também chamou atenção para o crescimento de casos de dengue em todas as regiões brasileiras. Os números apontam que o Brasil registrou 229.064 casos de dengue apenas nas 11 primeiras semanas deste ano. O número significa um aumento de 224% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 62,9 mil casos.

A incidência da dengue no país até 16 e março é de 109,9 casos por 100 mil habitantes. As mortes provocadas pela doença acusaram aumento de 67%, passando de 37 para 62, a maioria no estado de São Paulo, com 31 óbitos, informou o ministério. O número representa 50% do total de todo o país.

Ainda de acordo com os dados do ministério, o Sudeste apresenta o maior número de casos prováveis (149.804 casos ou 65,4 %) em relação ao total do país, seguido pelas regiões Centro-Oeste (40.336 casos ou 17,6 %); Norte (15.183 casos ou 6,6 %); Nordeste (17.137 casos ou 7,5 %); e Sul (6.604 casos ou 2,9 %).

Apoio do Governo aos municípios continua

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), cerca de 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e febre chikungunya, estão dentro das residências em locais como caixa d’água, vaso de planta, piscina e até bebedouros de animais. Por conta disso, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, vem colaborando com os municípios tocantinenses no combate ao mosquito Aedes aegypti.

A Saúde tem monitorado intensivamente a situação epidemiológica das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no estado. Diante do aumento dos casos notificados, o Governo disponibilizou carros fumacê para da aplicação do inseticida Ultra Baixo Volume (UBV) pesado, conhecido como fumacê, nas regiões com alto índices da circulação viral.

Além disso, a Saúde tem tomado outras iniciativas para conter os casos no Tocantins, são elas:

- atualização dos protocolos junto às equipes das unidades básicas de saúde de diversos municípios tocantinenses;

- envio de alertas sobre o período epidêmico e solicitação da adoção das ações preconizadas no que se refere à vigilância de casos, controle vetorial e mobilização social;

- disponibilização dos dados aos municípios quanto à situação epidemiológica, incluindo casos prováveis, circulação viral, e casos graves; investigação de todos os óbitos suspeitos de arboviroses para identificação das causas, gerando aprendizado e direcionamento das discussões durante as capacitações;

- monitoramento da realização dos ciclos de visitas dos agentes de endemias no combate ao Aedes;

- incentivo à mobilização social pelos municípios com apoio da Sala Estadual de Coordenação e Controle para o Combate ao Aedes (SECC-TO);

- treinamento quanto ao uso do sistema oficial de monitoramento das visitas domiciliares para os 139 municípios;

- e treinamento e distribuição de testes rápidos de dengue, Zika e chikungunya.


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