

Uma reunião realizada nesta quinta-feira, 29, na sede da Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto), em Palmas, debateu o andamento da construção do trecho da TO-010 que liga Pedro Afonso a Tocantínia. O encontro reuniu o vice-presidente da Ageto, Ruberval França; o secretário estadual dos Povos Originários e Tradicionais, Ercivaldo Damsõkẽkwa Xerente; o líder indígena Srêwe da Mata; o diretor do Sindicato Rural de Pedro Afonso (Sirpar), Márcio Donizete José da Silva; e o líder do Movimento TO-010, Ricardo Neves.
Durante a reunião, a Ageto
informou que já atendeu, dentro dos prazos estipulados, a todas as solicitações
de informações e correções no projeto executivo exigidas pela Fundação Nacional
dos Povos Indígenas (Funai).
Contudo, a autarquia estadual
aponta que a Funai tem atuado de forma excessivamente burocrática, postergando
o andamento do processo. Essa demora ameaça a continuidade do empreendimento e
prejudica diretamente os interesses da etnia Xerente e das populações de Pedro
Afonso e Tocantínia.
Para o Movimento TO-010, a
morosidade do órgão federal cria um entrave crítico, impedindo que as demandas
legítimas por infraestrutura, logística e desenvolvimento socioeconômico da
região sejam atendidas. “Diante deste impasse burocrático que se prolonga,
torna-se imperativa a adoção de uma estratégia institucional mais incisiva e em
múltiplas frentes”, destacou o grupo.
Estratégias de mobilização
Os representantes do Movimento
TO-010 defendem a intensificação de ações diretas, incluindo o acionamento do
Ministério Público Federal (MPF) no Tocantins. Em paralelo, planejam uma
mobilização em Brasília para reuniões técnicas e políticas na sede nacional da
Funai, no Gabinete da Presidência da República e no Ministério dos Povos
Indígenas. O objetivo é desburocratizar o licenciamento e estabelecer prazos
concretos para sua conclusão, fortalecendo o protagonismo da comunidade
Xerente.
O grupo clama pela união da
sociedade civil, produtores rurais, empresas locais e poderes públicos
(estaduais e municipais) para exigir celeridade e transparência da Funai e,
posteriormente, do Ibama.
A estratégia também prevê
solicitar a intervenção da bancada federal do Tocantins (senadores e
deputados), com apoio do Governo do Estado. “Eles devem cobrar da Funai, em
alto nível, ações concretas e resultados definitivos, assegurando que o
processo avance sem mais delongas, culminando na liberação da licença para o
asfaltamento”, concluem os líderes do Movimento.
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