

Foi sepultado na tarde da terça-feira, 10 de março, no cemitério de Pedro Afonso, o corpo da professora aposentada Maria Júlia Rocha Nunes, aos 99 anos. O enterro ocorreu após o velório no Clube de Mães Sempre Unidas, entidade que ela presidiu com dedicação por quase dez anos, e reuniu centenas de pessoas.
A quase centenária pertencia a
uma família tradicional e de elevado capital cultural, cuja atuação foi
fundamental para o desenvolvimento de Pedro Afonso.
Nascida em Balsas (MA), em 11 de dezembro de 1926, Maria Júlia completaria seus 100 anos ainda este ano. Mudou-se para Pedro Afonso com a família ainda na infância, criando raízes profundas na cidade. Da juventude até o casamento com Antônio Nunes (in memoriam), residiu na Rua Anhanguera. Após casar-se, viveu na Rua 26 de Julho, mas retornou à casa paterna na Anhanguera poucos anos depois, quando seu pai mudou-se para Goiânia. Lá permaneceu até 2021, quando foi viver em Palmas (TO) para acompanhar a filha, Eliane (in memoriam) por questões de saúde.
Também é mãe de coronel da PM Edmilson e avó de cinco netos: Moema, João Filho, Andressa, Dime Marley e Andrei Marley.
Sua trajetória profissional
foi marcada pelo compromisso com o ensino: foi aluna do Curso Normal no Colégio
Cristo Rei e diretora do Grupo Escolar Pádua Fleury. Além disso, destacou-se
como professora no cursinho que ela própria criou para a administração do
antigo Ginásio.
Homenagem do Clube de Mães
Em nota oficial, o Clube de
Mães Sempre Unidas manifestou profundo pesar e prestou uma última homenagem
à professora Maria Júlia Rocha Nunes, destacando sua importância fundamental
para a história de Pedro Afonso..
“Uma mulher que levava consigo
a fortaleza, a segurança, a firmeza do seu nome, uma rocha em ser humano. Não
alterava a voz em qualquer circunstância! Inabalável, conduzia com fé,
sabedoria e equilíbrio todas as situações! Um Porto Seguro, conselheira,
Amiga, disponível e
sorridente! Um ícone na educação de nossa cidade. Professora renomada, educou e
instruiu gerações. Mulher da Literatura, do canto e da poesia. Destaque na
cultura e na história. Mãos de fada na arte, dedicada na pintura, decoração e
arranjos! Uma caligrafia invejável!
Pioneira na Escola, Igreja,
Clube de Mães, União Operária e outros.
Uma das primeiras Ministras da
Eucaristia da Paróquia São Pedro, ao lado de Dona Maria Lima, a Guadalupe, Senhor
Virgílio Deusdará e Senhor Nelzir Pedreira.
No grupo Esperança, ao lado de
Cantunilia, a Cantú, amigas inseparáveis, solidárias às famílias enlutadas.
Devota de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, por décadas se fez presente na
novena perpétua, enquanto Ministra e como cristã dedicada e assídua às quartas
feiras com seu buquê de flores do seu quintal para dedicar a Nossa Senhora.
Também devota de Santa Cecília e de São Pedro.
Neste Clube de Mães Sempre
Unidas, uma das fundadoras, há quase 50 anos, incansável e atuante, enquanto a
saúde lhe permitiu. Presidente por nove anos, além de exercer outros cargos. Ao
lado de Maria Altair duas incansáveis criaturas do bem.
Quando não tínhamos sede
própria, quantas reuniões fizemos em sua casa, onde nos sentíamos intimas e
descontraídas.
Ao lado de suas queridas irmãs
o trio alegre e criativo. Aldaires, carinhosamente chamada de Dalin, Eunice, a
Nicinha, super divertida e Vera. Juntas cantavam Chalana a marca registrada em
primeira e segunda vozes, ficando por nós chamadas de Cantoras de Ébano!
As circunstâncias da vida,
saúde, perda de familiares, e para melhor conforto, teve que mudar para Palmas.
Dona Júlia quase partiu no dia
dedicado à Mulher!
Seu legado aqui deixado, é
infinito e nossa gratidão será eterna! Receba nossas homenagens e descanse em
paz pelo bem que fez aqui nesta Terra de Taggia e que a senhora tanto amou.
Dona Júlia descanse em paz! Nossa
gratidão”.
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