

Em uma ação desencadeada na tarde da sexta-feira, 4 de setembro, em Bom Jesus do Tocantins, a Polícia Civil, por meio da 49ª e da 50ª Delegacia de Pedro Afonso e com apoio do 3º Batalhão da Polícia Militar, prendeu Rodrigo Silva Cruz, de 30 anos, conhecido como “Curinguinha” e considerado de alta periculosidade.
Conforme a polícia, ele seria
integrante da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e estava
foragido após ser condenado a 28 anos de prisão pelo assassinato de um jovem na
Casa de Prisão Provisória de Palmas, em dezembro de 2021.
O indivíduo foi localizado
pela equipe do delegado Nivaldo Antunes Siqueira durante o cumprimento de um
mandado de prisão por tráfico de drogas e roubo.
Ele estava em uma quitinete na
Rua Martins Figueiredo, no centro da cidade, onde a intensa movimentação de
pessoas levantou suspeitas sobre o comércio de entorpecentes.
Durante as diligências, a
equipe identificou o suspeito e confirmou a ordem de prisão em aberto, expedida
pela Comarca de Gurupi.
Ao notar a chegada das forças
de segurança, o homem tentou fugir, mas foi contido rapidamente. Ele apresentou
nome falso para tentar despistar os agentes, porém teve a identidade confirmada
pela Polícia Penal após o envio de sua foto, confirmando a condenação por
homicídio.
Na residência, os policiais
apreenderam duas porções de maconha (4 g), uma de cocaína (1 g), um caderno com
anotações da venda de drogas e um celular, que passará por perícia.
“Curinguinha” foi levado à 8ª
Central de Atendimento da Polícia Civil em Pedro Afonso para os procedimentos
legais e, em seguida, transferido para a Unidade Penal de Guaraí. Na ficha
criminal do suspeito já constavam duas prisões por tráfico, uma por roubo e
outra por receptação.
Condenação
Segundo o Tribunal de Justiça
do Tocantins, Rodrigo Silva Cruz foi condenado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara
Criminal de Palmas, juntamente com outros seis homens, pela morte de um jovem
de 20 anos na Casa de Prisão Provisória. O julgamento ocorreu no último dia 27
de agosto. A juíza Gisele Pereira de Assunção Veronezi presidiu a sessão que
condenou o grupo por homicídio qualificado, com recurso que dificultou a defesa
da vítima.
Segundo o processo, na manhã
de 21 de dezembro de 2022, os réus mataram André Luís Borges Sousa no pavilhão
carcerário. A vítima foi atraída para um "ponto cego" no banheiro do
local, onde foi espancada e asfixiada fora do alcance das câmeras.
O Conselho de Sentença
considerou os sete réus culpados. Na fixação das penas, em regime inicial
fechado, a magistrada considerou a gravidade do crime em ambiente prisional e a
pouca idade da vítima.
As penas foram
individualizadas. Rodrigo recebeu 28 anos de reclusão devido à reincidência,
maus antecedentes e agravantes como o planejamento prévio e a violação da
segurança da unidade.
A juíza negou aos réus o
direito de recorrer em liberdade, determinou a prisão imediata e fixou o
pagamento solidário de R$ 100 mil em indenização por danos morais à família da
vítima. Ainda cabe recurso da decisão.
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