Preso em Bom Jesus do Tocantins homem condenado a 28 anos por assassinato e ligação com facção

Por Redação Publicado em: 05/09/2026 - 09:01

Em uma ação desencadeada na tarde da sexta-feira, 4 de setembro, em Bom Jesus do Tocantins, a Polícia Civil, por meio da 49ª e da 50ª Delegacia de Pedro Afonso e com apoio do 3º Batalhão da Polícia Militar, prendeu Rodrigo Silva Cruz, de 30 anos, conhecido como “Curinguinha” e considerado de alta periculosidade.

 

Conforme a polícia, ele seria integrante da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e estava foragido após ser condenado a 28 anos de prisão pelo assassinato de um jovem na Casa de Prisão Provisória de Palmas, em dezembro de 2021.

 

O indivíduo foi localizado pela equipe do delegado Nivaldo Antunes Siqueira durante o cumprimento de um mandado de prisão por tráfico de drogas e roubo.

 

Ele estava em uma quitinete na Rua Martins Figueiredo, no centro da cidade, onde a intensa movimentação de pessoas levantou suspeitas sobre o comércio de entorpecentes.

 

Durante as diligências, a equipe identificou o suspeito e confirmou a ordem de prisão em aberto, expedida pela Comarca de Gurupi.

 

Ao notar a chegada das forças de segurança, o homem tentou fugir, mas foi contido rapidamente. Ele apresentou nome falso para tentar despistar os agentes, porém teve a identidade confirmada pela Polícia Penal após o envio de sua foto, confirmando a condenação por homicídio.

 

Na residência, os policiais apreenderam duas porções de maconha (4 g), uma de cocaína (1 g), um caderno com anotações da venda de drogas e um celular, que passará por perícia.

 

“Curinguinha” foi levado à 8ª Central de Atendimento da Polícia Civil em Pedro Afonso para os procedimentos legais e, em seguida, transferido para a Unidade Penal de Guaraí. Na ficha criminal do suspeito já constavam duas prisões por tráfico, uma por roubo e outra por receptação.

 

Condenação

Segundo o Tribunal de Justiça do Tocantins, Rodrigo Silva Cruz foi condenado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Palmas, juntamente com outros seis homens, pela morte de um jovem de 20 anos na Casa de Prisão Provisória. O julgamento ocorreu no último dia 27 de agosto. A juíza Gisele Pereira de Assunção Veronezi presidiu a sessão que condenou o grupo por homicídio qualificado, com recurso que dificultou a defesa da vítima.

 

Segundo o processo, na manhã de 21 de dezembro de 2022, os réus mataram André Luís Borges Sousa no pavilhão carcerário. A vítima foi atraída para um "ponto cego" no banheiro do local, onde foi espancada e asfixiada fora do alcance das câmeras.

 

O Conselho de Sentença considerou os sete réus culpados. Na fixação das penas, em regime inicial fechado, a magistrada considerou a gravidade do crime em ambiente prisional e a pouca idade da vítima.

 

As penas foram individualizadas. Rodrigo recebeu 28 anos de reclusão devido à reincidência, maus antecedentes e agravantes como o planejamento prévio e a violação da segurança da unidade.

 

A juíza negou aos réus o direito de recorrer em liberdade, determinou a prisão imediata e fixou o pagamento solidário de R$ 100 mil em indenização por danos morais à família da vítima. Ainda cabe recurso da decisão.


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