


O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) negou, por enquanto, o acesso ao laudo técnico final e aos relatórios de engenharia que embasaram a decisão de interditar totalmente a ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, em Pedro Afonso.
Os documentos foram
solicitados pelo Portal CNN por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), incluindo a íntegra
do laudo técnico que motivou a interdição da estrutura e o relatório contendo
as considerações, diagnósticos e conclusões da equipe de engenharia responsável
pela avaliação.
Na resposta, o DNIT informou
que a interdição foi adotada como uma medida preventiva de segurança viária e
de gestão de risco, diante das condições técnicas identificadas na ponte.
No entanto, a autarquia
afirmou que os documentos solicitados fazem parte de um processo
técnico-administrativo ainda em fase de instrução e, por isso, não podem ser
divulgados neste momento.
Segundo o órgão, os laudos,
relatórios de inspeção, registros fotográficos, avaliações estruturais,
memoriais, análises técnicas e demais documentos estão sendo utilizados para
definir a solução de engenharia, caracterizar a situação emergencial e subsidiar
uma possível contratação emergencial para execução das intervenções necessárias
na ponte.
O DNIT argumenta que esses
materiais possuem natureza de documentos preparatórios, conforme previsto no
artigo 7º, parágrafo 3º, da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e
no artigo 20 do Decreto nº 7.724/2012.
"A divulgação antecipada,
antes da conclusão da análise técnica e da formalização dos atos
administrativos correspondentes, pode comprometer a adequada condução do
processo decisório, a definição da solução de engenharia, a instrução da
contratação emergencial e a gestão do risco operacional da rodovia", diz
trecho da resposta.
Ainda conforme o departamento,
o acesso integral aos documentos fica *temporariamente diferido*, podendo ser
reavaliado após a conclusão do processo administrativo e a edição dos atos
necessários.
Ponte será reconstruída
Na última sexta-feira, 17 de
julho, o DNIT anunciou que a ponte será reconstruída após a conclusão das
investigações técnicas. Os ensaios realizados apontaram deformações permanentes
na estrutura e identificaram duas reações químicas no concreto das fundações e
pilares centrais, a reação álcali-agregado e a formação de etringita tardia,
consideradas irreversíveis pelos técnicos.
A ponte permanece totalmente
interditada. O órgão informou que, dentro de 15 dias, avaliará a possibilidade
de liberar a passagem apenas para veículos leves, caso sejam realizados
serviços considerados necessários para garantir a segurança da estrutura.
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